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Muitos métodos no Java esperam parâmetros CharSequence, porem o código roda normalmente quando eu passo uma String sem conversão, por exemplo:

String mensagem = intent.getStringExtra(MainActivity.MENSAGEM);

TextView t = (TextView)findViewById(R.id.minha_text_view);

// O Método setText requer o parâmetro do tipo CharSequence, então:
t.setText((CharSequence) mensagem);

// Porem posso usar sem conversão
t.setText(mensagem);

Qual a diferença entre os tipos e por quê não ocorre um erro quando o tipo não esperado é passado como parâmetro? Existe algum ponto negativo em não converter a String para CharSequence?

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CharSequence é uma interface do Java que representa uma sequência de caracteres.

A classe String implementa essa interface e permite usar polimorfismo em métodos que recebem CharSequence como parâmetro, isto é, receber uma implementação específica, mas tratar o parâmetro através de um tipo mais genérico.

A própria classe String utiliza parâmetros CharSequence em vários métodos, por exemplo o contains(). Isso permite a interoperabilidade com outras classes de representação de texto que também implementam a interface CharSequence, tal como o StringBuilder.

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    Excelente, imaginei algo do tipo, mas preferi posta a dúvida e aprender da forma correta. – hernandev 17/01/14 às 12:09
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A razão da existência do CharSequence é que muitas vezes é interessante dar mais flexibilidade nos parâmetros a serem aceitos por uma função. Isso evita conversões desnecessárias - e muitas vezes custosas - permitindo um código mais genérico e eficiente.

Por exemplo, se seu algoritmo precisa de um conjunto de objetos, por que exigir que a entrada seja um ArrayList? Aceita Collection, afinal ArrayList implementa a interface Collection (e muitas outras classes também). Agora, se ele precisa de uma lista ordenada de elementos, é melhor pedir como parâmetro um List (ainda dando escolha entre ArrayList, LinkedList e outros). E assim por diante...

Strings em Java são imutáveis. Por isso, se você está no meio de uma operação que manipula strings (usando o StringBuilder, CharBuffer ou outra coisa do tipo) e precisa passar essa string para um outro método, seria ineficiente primeiro converter numa String (o que implica na cópia de todo o seu conteúdo) para depois passar como argumento. O que o método precisa é de uma "sequência ordenada de caracteres", então o ideal é aceitar qualquer classe que implementa esses requisitos.

E sobre por que Java aceita String no lugar de CharSequence, isso está respondido por @utluiz: porque CharSequence é uma interface, que String implementa. Como [na herança] sempre é possível usar um tipo mais específico no lugar de um tipo mais genérico, uma conversão não é necessária.

  • muito bom, sua resposta também adicionou muito a pergunta. – hernandev 17/01/14 às 12:11
  • Cara, isso que você falou, pelo menos na minha concepção é relativo. Em alguns casos é importante sim generalizar a implementação, mas deixar um código mais genérico, na maioria das vezes, torna o código menos eficiente, já que o computador (ou a VM, no caso do Java) tem que tratar essa generalização especificando cada elemento. Mas, em geral, a generalização paga o seu custo computacional. (: – Felipe Avelar 23/01/14 às 23:13
  • @felipe.avelar Concordo. Tomando a própria List como exemplo, ordenar um ArrayList é muito mais eficiente que ordenar um LinkedList (tanto é que o Java o converte num array antes de fazê-lo). Os detalhes de implementação, longe de serem irrelevantes, podem ser "explorados" para aumentar a eficiência do código. Só é preciso ter cuidado para não "perder a floresta pelas árvores": uma maior eficiência local vale pouco se comprometer a eficiência global. "Conversão ineficiente -> cálculo eficiente -> conversão ineficiente" pode ser pior que "cálculo ineficiente". – mgibsonbr 23/01/14 às 23:38

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