25

Lendo artigos aleatórios, eu li um que previa o fim do JavaScript através do WebAssembly, que parece ser uma forma de fazer com que outras linguagens façam o trabalho do JavaScript, porém tenho certeza que essa é uma definição equivocada.

  • O que é WebAssembly? Como funciona?
  • Onde irá ser utilizado?
  • Como poderá substituir o JavaScript algum dia?
  • Como está sua segurança? Afinal, ele permite muitas
    possibilidades e talvez muitas brechas.
  • 3
    WebAssembly vai acabar com Javascript da mesma forma que [insira uma dentre várias linguagens aqui] ia acabar com o Java. – Renan 24/04/17 às 14:40
  • @Renan Concordo plenamente, até hoje acho acho o artigo que disse isso (tableless), querendo chamar muita polêmica. – Asura Khan 24/04/17 às 15:41
22

Na minha opinião embasada em mais de 30 anos de experiência, para o bem e felicidade geral da nação de programadores, o JS "vai acabar" mesmo :P Ou pelo menos deixará de ser usado por muitos. Mas vamos aos fatos que é o que importa.

O que é WebAssembly? Como funciona?

Sabe o que um Assembly? Bom, no final coloco uma série de links que podem ajudar entender alguns conceitos básicos sobre o assunto.

O WebAssembly é uma linguagem de baixo nível que tem uma relação de um pra um com instruções de um processador de alguma plataforma. No caso a plataforma é uma máquina virtual, ao contrário de processadores físicos de computadores, e esta plataforma rodará usando tecnologias web, muito provavelmente em um navegador web.

As instruções que ela entende são as mais básicas possíveis (ou quase) para fazer todo tipo de processamento necessário fazendo dela uma máquina com completeza de Turing. Então ela é capaz apenas de fazer operações básicas de aritmética, relacionais e lógicas, transportar valores entre partes da arquitetura e controlar o fluxo de execução através de um desvio simples condicional ou incondicional. É tudo muito concreto, não tem as abstrações que encontramos na maioria das linguagens. Essas instruções tem capacidade de executar qualquer coisa se usada em um conjunto correto.

Então qualquer linguagem poderá ser compilada e gerar um código WebAssembly que poderá ser enviado para os navegadores que executará o que deseja. Dificilmente alguém programará diretamente em WebAssembly, ainda que possível.

Além de permitir que se programe em qualquer linguagem, dará mais flexibilidade e velocidade já que o código não precisa mais ser interpretado.

Na verdade o conceito geral de WebAssembly envolve outros aspectos, não só a linguagem. Mas isso é o que mais importa para a maioria dos programadores.

Onde irá ser utilizado?

Em qualquer navegador padrão Web ou outros softwares que desejem ter essa capacidade, se conformando com padrões web que serão definidos para futuro.

Como poderá substituir o JavaScript algum dia?

Na verdade JS tem muitos adeptos hoje em dia e por isso ele não acabará. Mas é reconhecido que é uma linguagem bem problemática e agora tem-se a chance de poder usar outras linguagens para programar front end, então muitos programadores preferirão esta forma.

Ele não foi feito para acabar com o JavaScript, inclusive é provável que no futuro as pessoas programem em JS e gerem um WebAssembly. Haverá uma debandada dos programadores que nunca gostaram do JS mas eram obrigados usar porque não tinha outra opção.

A transição será lenta e só no longuíssimo prazo haverá uma forte migração.

Essas são consequências da tecnologia. Obviamente tem um pouco de especulação. Toda vez que é fornecida uma ferramenta que oferece claras vantagens em relação a outra, esta tende enfraquecer a outra mesmo que não seja o objetivo.

A única desvantagem clara e importante do WebAssembly é transitória, já que um dia toda web o aceitará.

Como está sua segurança? Afinal, ele permite muitas possibilidades e talvez muitas brechas.

Não tem porque a segurança ser pior. Na verdade pode ser melhor porque podem resolver alguns problemas que existiam e não podiam mais ser corrigidos e o código será um pouco mais protegido. Não que o código não possa ser visto ou manipulado, mas já não terá serventia para leigos (e muita gente que programa é leiga, por incrível que pareça).

O problema da segurança nunca esteve no Assembly e não estará no WebAssembly. Esse problema é no seu entorno.

Leia também:

  • 3
    Amigo, acho que li algumas inverdades ai nesta sua resposta, WebAssembly não é uma linguagem, é apena uma especificação binária para dar instruções para a vm de forma que o parser seja mais tranquilo que traduzir a linguagem JavaScript escrita, outra coisa que pode deixar os leitores confusos é que você fala como se a linguagem não fosse ser interpretada, na verdade ele vai continuar sendo interpretada. – Henri Cavalcante 24/04/17 às 2:26
  • 1
    Outro ponto que acho importante deixar claro é que WebAssembly é um complemento ao JavaScript já que ela está sendo desenvolvida para acessar a api do JavaScript a partir de uma instrução binária, ou seja, WebAssembly não está sendo criada para substituir o JavaScript. – Henri Cavalcante 24/04/17 às 2:39
  • 2
    Sobre a questão de segurança também acho que a reposta deve ser revista, não tem nada a ver comparar assembly com webassembly, neste caso, basta mencionar que a sengurança do assembly estará atrelada a mesma segurança do JavaScript atual pois é apenas uma mais uma forma de acessar a API do JavaScript. Sobre o código ser visto ou manipulado, deve ser mencionado que mesmo em binário o codigo pode ser debugado e mesmo o código binario tem sua representação escrita legível, ou seja, não deixa de ser código aberto. não há muita diferença do uglify, – Henri Cavalcante 24/04/17 às 2:50
  • 4
    Bom, você já adicionou algumas coisas, embora de uma maneira geral é uma questão mais de opinião ou interpretação, conceituação do que fatos. Se ler a documentação ipsis literis e/ou superficialmente de fato conclui-se o que você falou. Se ler tudo, interpretar as consequências de tudo isto e ler o que não está na documentação. Uma coisa é o objetivo oficial, outra é o que ele permite fazer. Eu não quis entrar em detalhes porque não parece ser o objetivo da pergunta. De fato há termos na documentação que fogem do que se costuma conceituar. De certo que ele é mais do que uma linguagem. – Maniero 24/04/17 às 6:57
  • 4
    Mas é uma linguagem também, se entender o que é uma linguagem. Ele é interpretado, mas não da mesma forma que o JS. Você mesmo fala em formato binário. O resto está escrito na resposta, mesmo que o seu texto dê a ideia de que não está. Não sei se tem o conhecimento do básico da computação, se tiver alguma dúvida pode criar uma nova pergunta citando esta para que eu esclareça pontos que deseja mais detalhes. Tem links na resposta que ajudam entender. – Maniero 24/04/17 às 6:57

Sua resposta

By clicking “Publique sua resposta”, you agree to our terms of service, privacy policy and cookie policy

Esta não é a resposta que você está procurando? Pesquise outras perguntas com a tag ou faça sua própria pergunta.