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Em relação a complexidade de algoritmos, observei que existem diversas citações sobre complexidade ciclomática. O que é complexidade ciclomática? Em qual situação é importante analisar essa complexidade?

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    Veja na wikipedia ou na wikipedia em inglês. – Victor Stafusa 29/03/17 às 17:01
  • @VictorStafusa minha avó dizia que o wikipedia qualquer pessoa pode colocar qualquer coisa. Pensando nisso, eu prefiro saber daqui dos auto qualificados usuários do nosso SOpt; É quase que óbvio que a maioria das perguntas não só sobre terminologia tem lá no wikipedia, porque tem que ter aqui então? A tag é inútil? – viana 29/03/17 às 17:06
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    Não é nada disso. É verdade que qualquer um pode editar na wikipedia, mas isso não a desmerece, ainda assim o conteúdo de lá é normalmente (mas nem sempre) muito bom (assim como ocorre aqui). Ocorre que não tenho tempo para te dar uma resposta completa e detalhada (quem tiver, que siga em frente e escreva uma), mas a wikipedia já te dá um caminho e se você (ou outra pessoa) tiver com pressa para saber, dá para dar uma olhada lá. Além disso, isso também serve para definir um ponto de referência, qualquer resposta por aqui que seja inferior ao que está lá deveria ser melhorada. – Victor Stafusa 29/03/17 às 17:10
  • @VictorStafusa isso é fato, as vezes as respostas aceitas aqui são bem inferiores. Mas a minha intenção é que fique registrado também aqui no SO, para também futuras referências. – viana 29/03/17 às 17:29
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É uma medida de complexidade de um algoritmo onde é considerado os caminhos independentes que o algoritmo pode tomar. Quanto maior a complexidade ciclomática mais difícil de acompanhar o código, de dar manutenção, testar e fazer cobertura total.

A complexidade ciclomática aumenta sempre que existe um branch, mas algumas formas de branch pode gerar caminhos mais difíceis de acompanhar do que outros. Quanto mais linear, mais fácil é acompanhar o código.

Uma saída da função não deixa de ser um branch e conta para aumentar a complexidade ciclomática, portanto não existe função de CC 0.

Por isso usar vários return ou eventualmente o uso do goto pode aumentar ou diminuir a complexidade ciclomática dependendo de como forem usados, ainda que possa prejudicar outro aspecto.

Funções grandes tendem a ter maior complexidade ciclomática. É muito raro conseguir fazer algo grande sem branches.

A análise passa for representar o fluxo de execução através de um grafo. Um exemplo pego da Wikipedia:

Complexidade ciclomática

Este código tem CC 3 já que existem 2 branches típicos (um laço e um condicional) e 1 ponto de saída.

O desenvolvedor médio só precisa saber que deve manter a complexidade baixa simplificando os caminhos possíveis. Isso facilita muito seu trabalho e diminui a quantidade de problemas que podem ocorrer. Questões mais matemáticas são úteis para cientistas da computação ou engenheiros que precisam trabalhar com desenvolvimento mais formal ou rotinas muito otimizadas.

Um ponto a se considerar é que quebrar uma função em várias pode diminuir a CC desta função, mas não diminui a CC do algoritmo como um todo. Pode até aumentar. Problemas como um todo tem um limite do que dá para reduzir a CC, o que o desenvolvedor pode fazer é diminuir onde há CC em exagero, desnecessária. Algumas pessoas podem dizer que pelo menos fica mais fácil testar, isto até é verdade para o teste individualizado que tem pouco valor, você ainda precisa testar todas situações e isto tem que considerar os resultados produzidos pelas funções auxiliares.

Em qual situação é importante analisar essa complexidade?

Em qualquer situação que não seja um código trivial e talvez descartável é bom pensar sobre isso e ver se pode simplificar algo.

Existem ferramentas para medir a complexidade ciclomática do seu código em diversas linguagens, algumas até sugerem uma refatoração que pode simplificar. Então você não precisa perder tempo fazendo manualmente.

Um exemplo que mostra até concretamente como ela faz a conta.

Estudo original.

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Complexidade ciclomática ilustrada:

Código Hadouken

Pensa em como nesse caso iria ficar o grafo que o @Maniero exemplificou ali acima. :-)

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    Até foi interessante colocar isso, porque há o mito que se você tiver vários ifs não aninhados, ou se colocar tudo isso com &&, porque no fundo é uma coisa só, diminui a complexidade ciclomática, mas não diminui nada, a quantidade de branches é a mesma. Só fica mais legível. Mesmo mais legível, com um único if (na verdade precisa de dois) a CC desse código continuaria sendo 13 (fiz de cabeça rapidinho, posso ter errado). OU seja, isso é curioso, mas não ilustra bem a CC. – Maniero 31/03/17 às 12:23
  • Concordo! É que eu não achei uma imagem onde além dos ifs haviam também elseifs, elses e cases (na verdade, acho que quem fizer um desenho desses vai ser internado depois, essas coisas afetam a sanidade), que aí sim faria com que a CC fosse alterada. De qualquer forma, é uma imagem, como você disse, curiosa, e divertida para o tópico. :-) – taq 1/04/17 às 13:27
  • Para complementar, 13 (se for, não conferi) já é um número meio estranho (pelo menos IMHO) ... aqui tem uns exemplos de métricas: stackoverflow.com/questions/1364946/… – taq 1/04/17 às 13:44
  • Como eu disse, posso ter feito alguma conta errada, mas porque 13 seria estranho? – Maniero 1/04/17 às 13:48
  • Aqui tem tem artigo bem legal onde definem 10 como o valor bom (eu ainda acho menos que isso aceitável ...) e 15 como um "tomara que valha a pena se você sabe o que está fazendo": mccabe.com/pdf/mccabe-nist235r.pdf De qualquer forma, em termos de legibilidade, manutenção e eficiência de código eu prefiro números menores. – taq 1/04/17 às 13:59

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