26

Qual a melhor prática neste caso, utilizar o else mesmo sabendo que o if vai lançar exceção ou não?

opção 1 (com else):

if (condicao){
  throw new RuntimeException("Mensagem");
}else{
  System.out.println("Não deu exception");
}

opção 2 (sem else):

if (condicao){
  throw new RuntimeException("Mensagem");
}
System.out.println("Não deu exception");
  • 2
    Só "descompilando" o bytecode pra saber... Eu acredito que ambas as formas são equivalentes, de modo que um critério para escolher entre um e outro seria subjetivo e/ou variaria caso a caso. – mgibsonbr 14/01/14 às 10:33
  • 1
    @karlphillip provavelmente se um dia tivermos um codereview em pt, ela será migrada. – Bacco 14/01/14 às 17:10
  • 1
    @Bacco Em outras palavras, o que você está sugerindo é que o pt.SO abrigue perguntas que seriam próprias para Code Review, Programmers, Signal Processing, Superuser, Serverfault, Webmasters e Game Development só porque não existe um fórum dedicado para cada tema em português? Isso vai virar uma confusão enorme... – karlphillip 14/01/14 às 17:21
  • 1
    @karlphillip Mas eu não sugeri nada! :). Quanto a essa discussão, foi bem extensa tanto no meta quanto na área 51, sugiro uma olhada em ambos, em especial o meta.br.stackoverflow.com/questions/1/…. Em resumo, aqui os limites são mais amplos, mas algumas questões realmente fora de tópico já foram fechadas até. De qualquer forma a comunidade ainda está procurando seu ponto de equilíbrio, e você pode com certeza contribuir no meta ( meta.br.stackoverflow.com ) com sua opinião, que é o melhor caminho. – Bacco 14/01/14 às 17:25
  • 1
    @Bacco Thank you very much, Sir. ;) – karlphillip 14/01/14 às 17:28
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Embora isso esteja propenso a um forte senso de opinião pessoal, eu acredito que a melhor prática é não utilizar bloco o else.

As razões são as seguintes:

Legibilidade do código

Acrescentar blocos aninhados, embora neste pequeno exemplo não cause um grande impacto, somente irá dificultar a leitura do código e torná-lo mais complexo.

Na prática, isso pode levar a situações com vários níveis de validação, como eu já vi por vezes em sistemas por aí:

if (condicao1){
    throw new RuntimeException("Mensagem 1");
}else{
    System.out.println("Não deu exception 1");
    if (condicao1){
        throw new RuntimeException("Mensagem 2");
    }else{
        System.out.println("Ainda não deu exception 2");
        if (condicao1){
            throw new RuntimeException("Mensagem 3");
        }else{
            System.out.println("Ainda não deu exception 3");
        }
    }
}

Para quem pensa que estou exagerando, não foram uma ou duas vezes que vi métodos com validações de 5, 6 ou mais níveis em métodos de sistemas financeiros com regras de negócio um tanto complexas.

Não é necessário

Uma condição que inclua um lançamento de exceção, ou outra instrução que venha a interromper a execução do método não precisa deste tipo de construção. Código desnecessário é perda de tempo.

É melhor separar as validações iniciais

As validações iniciais de um método não precisam e provavelmente não devem influenciar na lógica principal do método.

public int meuMetodo(String parametro) {

    if (parametro == null || parametro.isEmpty()) 
        throw new IllegalArgumentException("Parâmetro não informado!");

    //lógica aqui
    return 123;

}
  • Nâo é boa prática deixar um if sem {}. Inclusive no livro Java Coding Guidelines pode levar a problemas de segurança. – uaiHebert 14/01/14 às 13:12
  • 5
    Questão de coding style! É perfeitamente aceitável não usar chaves quando o if deve executar apenas um comando, e o coding style da pessoa exige que ela pule uma linha logo após as instruções do if, como foi o caso do exemplo acima. – karlphillip 14/01/14 às 14:12
  • @uaiHebert Concordo, geralmente eu não faço isso. Pra falar a verdade eu nem reparei enquanto digitava. Em Java isso pode levar, por exemplo, a pensarmos que a indentação vai colocar dois comando dentro do if. O problema é que estou estudando Python, então já viu... :S – utluiz 14/01/14 às 14:28
12

Do ponto de vista da performance, não há razões para se escolher entre uma e outra, a diferença deve ser negligível. Ainda que a representação das duas formas no bytecode seja distinta, a performance será muitíssimo semelhante, com diferença de uns poucos ciclos quando muito (em contraste, um cache miss na L1 "desperdiça" 10-40 ciclos, na L2 mais de 600).

Do ponto de vista da legibilidade, creio que vai depender da semântica do seu programa. Se a condição if se refere a um caso excepcional, creio que o ideal é omitir o else:

if ( denominador == 0 )
    throw new RuntimeException("Não pode dividir por zero");
quociente = numerador / denominador;

Por outro lado, se a condição if fizer parte de um conjunto mutuamente excludente, então creio que seria interessante incluir o else (ou talvez até mesmo um else if):

if ( x < 10 )
    return foo(x);
else if ( 10 <= x && x <= 20 )
    throw new RuntimeException("x não pode estar dentro do intervalo");
else if ( 20 < x )
    return bar(x);
// else
//     throw new RuntimeException("Isso nunca deve acontecer");
  • Nâo é boa prática deixar um if sem {}. Inclusive no livro Java Coding Guidelines pode levar a problemas de segurança. – uaiHebert 14/01/14 às 13:13
  • 1
    @uaiHebert Prefiro deixar cada um escolher seu próprio estilo de codificação. Pessoalmente, essa sintaxe me desagrada, mas se a comunidade Java tiver isso como consenso (não saberia dizer, pois faz anos que não trabalho com essa linguagem) sintam-se livres para editar meu código de exemplo. – mgibsonbr 14/01/14 às 14:09
  • @Bacco Eu normalmente trabalho com Python, que não possui { } e usa a edentação para definir blocos. Se eu hoje fosse programar em Java, provavelmente ia esquecer que { } existe (da mesma forma que costumo esquecer de colocar ; no final das instruções) e criaria um if com múltiplas instruções. O problema é: somente a primeira estará dentro do if, as demais estarão fora. Isso é um erro comum, e muita gente sugere nunca omitir o { } por causa disso (concordar ou não é outra história). Essa é uma razão, embora não saiba a que o uaiHibert se refere quando diz "problemas de segurança". – mgibsonbr 14/01/14 às 18:15
  • 1
    @mgibsonbr até entendo o que você disse, e inclusive eu as vezes distraio quando misturo por exemplo, Harbour e C no mesmo source, e esqueço o ";" na parte C. Agora, dizer que usar if sem {} não é boa prática ja me soa um tanto prepotente. É como usar OOP ou não. Não tem melhor, quem sabe usar os dois usa no lugar certo e do jeito certo, conforme a linguagem permite, e fica bom. – Bacco 14/01/14 às 18:46
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O seu if é uma "guard clause": uma cláusula que, se verdadeira, impede a execução do resto do código do método (ou de um loop). Guard clauses sempre contêm código de "pulo", como return, throw, break ou continue. Elas servem como pré-condições para execução de certos blocos de código.

Minha opinião pessoal é de que essas cláusulas não precisam de else, já que o código vai "pular" fora mesmo:

if (condicao) throw new RuntimeException("Oops");

.... resto do código

Imagine um método com muitas pré-condições, usando else faria o código mais ilegível.

Note que também faço o seguinte para "Guard Clauses":

  • deixo o código do if e do "pulo" na mesma linha
  • não uso um bloco delimitado com {}

Veja uma resposta a uma pergunta semelhante que fiz no SO.

No clássico livro Refactoring de Martin Fowler, existe uma refatoração para transformar de condicionais aninhados para guard clauses.

5

Na minha opinião, quanto menos contexto melhor. Em geral, um contexto diferente é iniciado com { e finalizado com }, e do ponto de vista de quem lê o código, equivale a coisas do passado que devem ser lembradas para que o código possa ser compreendido.

Por exemplo:

public int metodo(int parametro) {
    if (parametero < 0) {
        throw new IllegalArgumentException();
    } else {
        // Estamos no contexto do else que está dentro do contexto do método.
        // Ou seja, você tem que ter estes dois contextos em mente.
        return 42 + parametro;
    }
}

Já aqui:

public int metodo(int parametro) {
    if (parametero < 0) {
        throw new IllegalArgumentException();
    }

    // Estamos no contexto do método, fora de qualquer if ou else.
    return 42 + parametro;
}

Isso se torna bastante evidente em códigos como este:

public boolean validaCPF(String cpf) {
    if (cpf == null || cpf.length() != 11) {
        return false;
    } else {
        int a = 0, b = 0;
        for (int i = 0; i < 9; i++) {
            int c = cpf.charAt(i) - '0';
            if (c < 0 || c > 9) {
                return false;
            } else {
                a += c * (i + 1);
                b += c * (9 - i);
            }
        }
        a = (a % 11) % 10;
        b = (b % 11) % 10;
        if (cpf.charAt(9) - '0' == a && cpf.charAt(10) - '0' == b) {
            return true;
        } else {
            return false;
        }
    }
}

Que fica muito melhor assim:

public boolean validaCPF(String cpf) {
    if (cpf == null || cpf.length() != 11) return false;

    int a = 0, b = 0;
    for (int i = 0; i < 9; i++) {
        int c = cpf.charAt(i) - '0';
        if (c < 0 || c > 9) return false;
        a += c * (i + 1);
        b += c * (9 - i);
    }
    a = (a % 11) % 10;
    b = (b % 11) % 10;
    return cpf.charAt(9) - '0' == a && cpf.charAt(10) - '0' == b;
}

Isso demonstra que se o else puder ser evitado, o código fica mais limpo.

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