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Estou com uma dúvida em Complexidade de Algoritmos. Como podem ver, na imagem abaixo, as expressões são equivalentes, ou seja, possuem as mesmas qualidades e o mesmo termo dominante (n²), então porque os resultados são diferentes?

Notação O

  • Complexidade nada tem a ver com resultado, tem a ver com... complexidade. – Maniero 17/03/17 às 15:51
  • Desculpa a minha ignorância, mas aquele símbolo em cima do 1 tem algum significado? – lazyFox 17/03/17 às 15:54
  • Resposta ao lazyFox 2 - Negativo, o traço a cima do -1, era um 'p', da frase que o antecedia. – Félix 17/03/17 às 15:57
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    Nesse caso, também me parece um erro de digitação – MarceloBoni 17/03/17 às 16:28
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    quando for mandar um comentário a alguém, basta escrever @+nome da pessoa :) De fato, o certo ali era f = n^3 - 1 => f = O(n^3) – MarceloBoni 17/03/17 às 17:32
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Na verdade, não está completamente errado. Tudo o que vou escrever aqui foi retirado do livro e das videoaulas de Cormen et al (2002).

Para começar, a notação Big-O (ou O-grande) serve-nos apenas para um "limite assintótico superior". É importante saber disso, pois a notação Teta (Θ) refere-se a limites assintóticos uma função acima e abaixo (ou seja, um limite assintótico "firme", ou "justo" em algumas traduções).

Quando se escreve normalmente que f(n) = O(g(n)), se está simplesmente afirmando que algum múltiplo constante de g(n) é um limite assintótico superior sobre f(n). O Detalhe é que na notação big-O não há qualquer menção sobre o quanto o limite superior é restrito.

Ou seja, a notação diz que existe uma função f(n) que é O(n<sup>2</sup>) tal que, para qualquer valor de n, não importa o tamanho escolhido, o tempo de execução sobre essa entrada tem um limite superior determinado pelo valor de f(n).

Em tese, portanto, uma função f=n2-1 também tem um "limite superior" não-restrito de O(n3). Afinal, para todo n positivo, como n3 é monoticamente crescente quando n > 0, vai existir constantes positivas c e n0, tais que 0<= f(n) <= cg(n), para todo n >= n0.

Faça o teste!

Porém, não se usa a notação big-O dessa forma. Embora exista (e ela represente, de fato) um "conjunto de funções" que fazem a notação ser verdadeira (basicamente, nesse caso, toda função que tenha limite superior acima da função f por um fator c, polinomialmente), usa-se, sempre o limite assintótico mais "próximo".

Talvez tenha ficado confuso, mas a partir de 2:51 desse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=whjt_N9uYFI, Erik Demaine explica direitinho os "abusos" matemáticos da notação big-O (e o fato do sinal de igual ser assimétrico é um deles!) demonstrando como esses limites funcionam

De fato, ele usa o seguinte exemplo: 2n2= O(n3) e explica que isso, na verdade quer dizer que 2n2 ∈ O(n3), ou seja que ela faz parte do "conjunto" de funções limitados assintoticamente por O(n3). Entende?

Ou seja, vc pode SIM, afirmar que g(n) = 3n3 + 2n2 + n é O(n4), mas essa afirmação é muito mais "fraca" ou imprecisa (ou melhor, "assintoticamente imprecisa") do que dizer que g(n) é O(n3), entende? Já que para provar, pela definição que g(n) acima é O(n3) basta provar que ela é <= 6n3, para n>=0.

Espero ter ajuda a entender esse assunto, ao menos um pouquinho.

Qualquer dúvida, vá nos comentários!

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Não tem absolutamente nada de errado.

Se f ∈ O(g) e g ∈ O(h), então f ∈ O(h).

Ou seja, toda função f(n) pertence a O(g(n)) se para todo n for verdade que g(n) >= f(n).

É evidente que para todo n é verdade que n^3 >= n^2, então f(n^2) ∈ O(n^3).

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