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Já usei várias bibliotecas PHP e percebi que as mesmas sempre utilizam a mesma declaração, sempre que há uma declaração de uma nova função.

if (! function_exists('funcao')) {
    function funcao($arg) {

    }
}

Ou seja, a função só deve ser declarada caso não existir.

Mas por que desse tipo de prática? Por que se preocupar se a função existe ou não?

Se isso é para evitar colisão de nomes, com as novas versões do PHP, que implementam namespace, que funcionam também para funções, há necessidade de fazer tal declaração?

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    Talvez para suportar versões antigas do PHP que não tem a função, por exemplo, hash_equals que só tem no PHP 5.6 (e superior) e dar suporte para quem usa PHP 5.5 de alguma maneira. Isso pode ocorrer dentro do próprio "sistema", o Wordpress tem várias versões... Se fizer um plugin pode ser que exista ou não uma função, dependendo da versão que tiver sendo utilizada, dai utiliza o function_exists para saber se existe ou não. Esses são os possíveis usos que vejo. :P – Inkeliz 6/03/17 às 16:29
  • Entendi, @Inkeliz, uma falta de padronização nesse caso, pode ferrar com tudo, já que em PHP colisão de funções gera um Fatal Error. – Wallace Maxters 6/03/17 às 16:30
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Um exemplo comum disto é Laravel, especificamente o motivo é que as funções tem nomes bem simplórios e de fácil conflito com outros scripts, pois pode ser que outros scripts já tenham o usado

O motivo de não usar namespaces para funções, o que é possível, é para que tais funções sejam acessíveis sem precisar chama-las com namespace ou use function, isto é para facilitar, pois são uma série de funções simples como disse.

No caso do Laravel especifico se observar na verdade são uma série de funções uteis que em um futuro até o próprio PHP poderia implementar no núcleo, opinião minha

Se você tiver uma função que conflita com uma função existente, podendo ser nativa ou não, isto causará uma Exception, então isto seria um efeito colateral, conforme o PSR-1 este é um dos efeitos colaterais (side-effects) que devemos evitar, ou seja junto as declarações nunca deve-se fazer:

  • Alterar comportamentos (ex: ini_set, error_reporting)
  • Enviar resposta para o saída (output)
  • Causar Exception

Ou seja as funções podem fazer isto, mas somente no momento que são chamadas.

Exemplo de efeitos colaterais:

Imagine que tenhamos um global.php que deve conter as declarações, ele será incluído em todos arquivos:

<?php

//Pode causar um efeito colateral se já existir uma função com mesmo nome
function view()
{
   //Algo aqui....
}

//Pode causar efeito colateral acaso file.php não exista
include 'file.php';

//Causa efeito colateral, pois envia conteúdo para a saída
echo "<html>\n";

Exemplo de declaração e uso sem efeito colateral:

global.php:

<?php

//Evita conflito com outros scripts
if (!function_exists('view')) {
    function view()
    {
        //Algo aqui....
    }
}

3rdparty.php:

Arquivo de "terceiros", o qual você está usando:

<?php

function foo() { ... }
function view() { ... }
function bar() { ... }

index.php:

<?php

include '3rdparty.php';
include 'global.php';
include 'file.php';

echo "<html>\n";
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Normalmente esse tipo de verificação serve mais para fazer um polyfill, ou seja, ter uma função que faça algo caso a mesma não exista.

Um uso comum que eu vejo para estes casos é quanto a suporte para multi byte. Vamos olhar a função str_len para termos uma idéia melhor.

Temos três extensões que providenciam uma função de contagem de caracteres em uma string:

Note que a função nativa do php não trata corretamente os caracteres que estejam em algumas codificações (como UTF-8), pois os caracteres podem ocupar mais de 1 byte.

Por este motivo, o mais correto é usar a função de contagem do mb ou do iconv. Mas qual delas está disponível?

Com o seguinte código, podemos declarar facilmente uma função de acordo com as extensões que estão disponíveis no php:

if(function_exists('iconv_strlen')) {
  function meu_strlen($entrada) {
    return iconv_strlen($entrada);
  }
} else if (function_exists('mb_strlen') {
  function meu_strlen($entrada) {
    return mb_strlen($entrada);
  }
} else {
  /* Tudo falhou, vamos usar a função do PHP mesmo :( */
  function meu_strlen($entrada) {
    return strlen($entrada);
  }
}
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Isso faz com que tal função só seja definida caso ela não exista ainda. Interessante caso você precise sobrescrever alguma delas, você define a sua, e aí, o framework "pergunta": Essa função aqui que eu vou definir agora, o usuário já a fez antes? Se sim, não redefinirei, vou deixá-lo usar a que ele fez. Senão, vou definí-la

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