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Pensei no seguinte método público:

public RespostaDeArme armar();

A classe RespostaDeArme seria assim:

public class RespostaDeArme {

    private final ResultadoDeArme resultado;
    private final Set<Integer> zonasAbertas;

    public RespostaDeArme(ResultadoDeArme resultado) {
        this(resultado, new HashSet<>());
    }

    public RespostaDeArme(ResultadoDeArme resultado, Set<Integer> zonasAbertas) {
        this.resultado = resultado;
        this.zonasAbertas = new HashSet<>(zonasAbertas);
    }

    public ResultadoDeArme getResultado() {
        return resultado;
    }

    public Set<Integer> getZonasAbertas() {
        return zonasAbertas;
    }
}

public enum ResultadoDeArme {
    SUCESSO(1),
    ARME_RECUSADO_PARTICAO_JA_ARMADA(2),
    ARME_RECUSADO_EXISTEM_ZONAS_ABERTAS(3),
    ERRO(4);

    private final int numero;

    private ResultadoDeArme(int numero) {
        this.numero = numero;
    }

    public int getNumero() {
        return numero;
    }
}

Só faz sentido chamar o método getZonasAbertas() quando o resultado é ARME_RECUSADO_EXISTEM_ZONAS_ABERTAS.

Pergunta: esse código possui algum code smell? O único que pensei foi uma eventual necessidade de refatorar a classe que contém o método armar() com Hide Delegate para não precisar do intermediário RespostaDeArme para obter as zonas abertas (o que não sei se seria o caso aqui).

Alguém vê um jeito melhor de implementar esse comportamento? Se necessário dou mais contexto. Não gosto da ideia de ter dois métodos na mesma classe, um armar() e um getZonasAbertas(), pois os dois teriam um vínculo temporal desnecessário (o programador precisaria saber que deve chamar primeiro o armar(), em seguida o outro).

Exemplo de uso:

public void executarArme(int idDaCentral) {
    RespostaDeArme resposta = conexao.armar();
    escritorDaFila.escrever(gerarJsonDeRespostaDeArme(idDaCentral, resposta));
}

private JSONObject gerarJsonDeRespostaDeArme(int idDaCentral, RespostaDeArme resposta) {

    JSONObject json = new JSONObject();

    json.put("tipoDeMensagem", Mensagens.RESPOSTA_DE_ARME.getNumero());
    json.put("idDaCentral", idDaCentral);
    json.put("resultado", resposta.getResultado().getNumero());

    if (resposta.getResultado() == ResultadoDeArme.ARME_RECUSADO_EXISTEM_ZONAS_ABERTAS) {
        json.put("zonasAbertas", new JSONArray(resposta.getZonasAbertas()));
    }

    return json;
}
  • O que são essas zonas abertas? Como é que esses números são usados por quem for chamar o método getZonasAbertas()? – Victor Stafusa 16/02/17 às 18:35
  • É coisa de central de alarme. Uma partição tem n zonas representadas por números, que devem estar todas fechadas no momento do arme para que este seja bem-sucedido. Falhando o arme devido a zonas abertas, eu mando essa informação para um processo que grava o resultado do arme no banco junto com quais zonas estavam abertas, envia uma notificação para o usuário, etc. O usuário tem a opção de fechar as zonas (manualmente, essa zona é por exemplo um sensor magnético acoplado a uma janela) antes de tentar um novo arme. – Piovezan 16/02/17 às 18:40
  • Você pode dar um exemplo de um código típico no qual o método armar() e o getZonasAbertas() seriam usados? Tentei criar uma outra resposta que não fosse baseada em exceções, mas cheguei a conclusão que para dar certo, eu precisaria saber melhor em qual contexto isso é usado. – Victor Stafusa 16/02/17 às 19:50
  • @VictorStafusa Posso tentar, mas não tenho um código à mão, o que tenho hoje é feito de um jeito um pouco diferente e estou tentando fazê-lo mais "correto". Mas basicamente o que vou fazer com essa lista de zonas abertas é incluí-la em um JSON junto com um valor representando o resultado do arme e mandar esse JSON para uma fila de mensagens, aí o outro processo se vira. Hoje eu converto essa lista de zonas em uma String de números separados por vírgulas e mando no JSON. – Piovezan 16/02/17 às 19:55
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    Ah, no seu enum ResultadoDeArme, o método getNumero() poderia ser implementado assim: public int getNumero() { return ordinal() + 1; } e com isso você não precisa do campo numero e nem do construtor. – Victor Stafusa 16/02/17 às 20:24
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Agora que você editou a pergunta, isso pode ser resolvido com um simples Optional, escondendo o construtor e expondo métodos estáticos de factory:

public final class RespostaDeArme {

    private final ResultadoDeArme resultado;
    private final Optional<Set<Integer>> zonasAbertas;

    public static RespostaDeArme sucesso() {
        return new RespostaDeArme(ResultadoDeArme.SUCESSO, Optional.empty());
    }

    public static RespostaDeArme armeFalhou() {
        return new RespostaDeArme(ResultadoDeArme.ERRO, Optional.empty());
    }

    public static RespostaDeArme particaoJaArmada() {
        return new RespostaDeArme(
                ResultadoDeArme.ARME_RECUSADO_PARTICAO_JA_ARMADA,
                Optional.empty());
    }

    public static RespostaDeArme existemZonasAbertas(Set<Integer> zonasAbertas) {
        return new RespostaDeArme(
                ResultadoDeArme.ARME_RECUSADO_EXISTEM_ZONAS_ABERTAS,
                Optional.of(Collections.unmodifiableSet<>(new LinkedHashSet<>(zonasAbertas))));
    }

    private RespostaDeArme(ResultadoDeArme resultado, Optional<Set<Integer>> zonasAbertas) {
        this.resultado = resultado;
        this.zonasAbertas = new HashSet<>(zonasAbertas);
    }

    public ResultadoDeArme getResultado() {
        return resultado;
    }

    public int getNumeroResultado() {
        return resultado.getNumero();
    }

    public Optional<Set<Integer>> getZonasAbertas() {
        return zonasAbertas;
    }
}
public enum ResultadoDeArme {
    SUCESSO,
    ARME_RECUSADO_PARTICAO_JA_ARMADA,
    ARME_RECUSADO_EXISTEM_ZONAS_ABERTAS,
    ERRO;

    public int getNumero() {
        return ordinal() + 1;
    }
}
public void executarArme(int idDaCentral) {
    RespostaDeArme resposta = conexao.armar();
    escritorDaFila.escrever(gerarJsonDeRespostaDeArme(idDaCentral, resposta));
}

private JSONObject gerarJsonDeRespostaDeArme(int idDaCentral, RespostaDeArme resposta) {

    JSONObject json = new JSONObject();

    json.put("tipoDeMensagem", Mensagens.RESPOSTA_DE_ARME.getNumero());
    json.put("idDaCentral", idDaCentral);
    json.put("resultado", resposta.getNumeroResultado());

    resposta.getZonasAbertas().ifPresent(zonas -> {
        json.put("zonasAbertas", new JSONArray(zonas));
    });

    return json;
}
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Depende muito de qual é o contexto no qual o método armar() será usado. Entretanto, do jeito que está, acredito que sim, que haja aí um code smell de fato, embora não deva ser um code smell grave. Pelo que entendi, uma RespostaDeArme que tenha um ResultadoDeArme que não seja SUCESSO indica que o método armar() falhou. O mecanismo correto para denotar falhas assim é o tratamento de exceções.

Assim sendo, o seu código pode ficar assim:

public class ArmeException extends Exception {}

public class ParticaoJaArmadaException extends ArmeException {}

public class ExistemZonasAbertasException extends ArmeException {

    private final Set<Integer> zonasAbertas;

    public RespostaDeArme(Set<Integer> zonasAbertas) {
        this.zonasAbertas = new HashSet<>(zonasAbertas);
    }

    public Set<Integer> getZonasAbertas() {
        return zonasAbertas;
    }
}

public class ArmeFalhouException extends ArmeException {}

E o seu método armar() fica assim:

public void armar() throws
        ParticaoJaArmadaException,
        ExistemZonasAbertasException,
        ArmeFalhouException;
  • O @bigown vai brigar com você, ele prefere retornar códigos de erro nesses casos. :) – Piovezan 16/02/17 às 18:25
  • 1
    @Piovezan Então, diga para ele que pode vir quente que eu estou fervendo. Na minha opinião, códigos de erro são abominações que ainda persistem vindas da era em que exceções não existiam. – Victor Stafusa 16/02/17 às 18:26
  • 2
    O problema das exceções é que essas situações de erro não chegam a ser excepcionais, elas são até relativamente comuns. Pense no método InputStream.read() do Java, que lê bytes e pode retornar -1 (um código de erro) se a conexão do outro lado foi fechada de maneira limpa em vez de lançar por exemplo uma ConnectionClosedException. Agora uma IOException é um verdadeiro showstopper, capaz de interromper o fluxo normal do programa. Penso que fazer uma exceção interromper o fluxo por um motivo previsível é fazer controle de fluxo com exceções. – Piovezan 16/02/17 às 19:20
  • @Piovezan Para ser sincero, a forma correta de tratar isso seria usar uma construção de linguagem que não existe em Java que seria a que permite que uma chamada a um método possa ter várias possíveis saídas, mais ou menos como um bloco if ou o operador ?: que têm duas possíveis saídas cada. Há formas de se simular isso em Java, mas todas elas passam por alguma gambiarra, sejam elas códigos de erro, exceções interrompendo o fluxo, abuso no uso de ifs ou switches, abuso no uso de lambdas, criação de várias classes complicadas para resolver algo simples, abuso nos casts, entre outros. – Victor Stafusa 16/02/17 às 19:28
  • De qualquer forma, vou pensar em bolar uma outra resposta que não dependa de exceções. – Victor Stafusa 16/02/17 às 19:31

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