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O Identificador Único Global é gerado de forma que nenhum outro será gerado igual, ou quase nunca terá o mesmo número.

 var unique = Guid.NewGuid().ToString();

Resultado: 440cdeee-5b8a-462a-96fd-20b24bd82f55

  • Como isso é possível?
  • Existe alguma fórmula matemática por trás? Se sim, como funciona?
  • Espero por uma resposta que explique como isso é possível quando estamos offline também. – Marconcilio Souza 16/02/17 às 12:43
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    @MarconcilioSouza creio que seja uma formula matemática muito bem trabalhada! No aguardo de uma resposta aqui :) – Marconi 16/02/17 às 12:45
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    Oxente, -1 ? Por que ? tava +7 agora .6 ? – MagicHat 16/02/17 às 13:36
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    @Marconi acho que as criticas fortalecem, mas quando apontado o ponto, assim num vale de nada... – MagicHat 16/02/17 às 13:41
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    @MagicHat vdd, até pra melhorarmos! – Marconi 16/02/17 às 13:42
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Como isso é possível?

Números grandes (2 elevado a 128) possuem capacidade considerada quase infinita.

Não há garantias que o GUID seja único sempre. Até existem versões que garantem, mas pode usar a versão que não garante. Mesmo não garantindo, a possibilidade de haver colisão é muito pequena, desprezível.

Existe alguma formula matemática por trás, como funciona?

De acordo com a Wikipedia o formato do UUID (o mesmo que GUID usado pela Microsoft) é:

123e4567-e89b-12d3-a456-426655440000
xxxxxxxx-xxxx-Mxxx-Nxxx-xxxxxxxxxxxx
  • 4-byte (8 dígitos em representação hexadecimal) parte menos significante do horário da geração do UUID.

  • 2-byte (4 dígitos em representação hexadecimal) parte média significante do horário da geração do UUID.

  • 2-byte (4 dígitos em representação hexadecimal) versão do UUID seguido de parte mais significante do horário da geração do UUID.

  • 2-byte separados em 2 campos (no total 4 dígitos em representação hexadecimal) sequência de resolução do clock, alta no primeiro campo e baixa no segundo, com multiplexação nos primeiros bits para complementar a versão.

  • 6-bytes (12 dígitos em representação hexadecimal) nó adotado.

Note que isto é uma representação visual para humanos. Você não precisa armazenar ou transmitir estes 36 caracteres. Basta gerar um número de 128 bits, portanto no computador ele só precisa ocupar 16 bytes.

Versões

Estes dados são preenchidos de formas diferentes dependendo da versão. A implementação do UUID de cada biblioteca pode fazer da forma que melhor convier, inclusive variando de acordo com o uso. Não precisa preencher exatamente como foi descrito acima, só precisa seguir o padrão de geração de acordo com a especificação da versão escolhida.

  • Uma das versões mais usadas é a 1, onde o preenchimento é o horário e o MAC address daquela máquina, assim garante-se a unicidade.

    Existem algumas formas para garantir que não seja gerado dois tempos iguais se o relógio da máquina não possuir muita resolução. O horário tem que ser único na máquina. E unicidade total se dá por identificar em qual máquina ele foi gerado, partindo do princípio que clonar MAC address não é feito, já que esta não é uma operação normal. Vou omitir os detalhes.

  • A versão 2 não costuma ser usada porque envolve protocolo de segurança não divulgado.

  • As versões 3 e 5 usa um hashing de um namespace. A unicidade é obtida baseando-se em um nome que já é único. Este nome pode ser um URL (quando o programador inexperiente com isso vê um URL em um arquivo acha que está acessando aquele endereço, mas é só um namespace único) ou um identificador de objeto que tem uma lógica própria de criar unicidade. Essa forma é vantajosa porque pode ser repetível, ou seja, o mesmo nome gera o mesmo UUID.

    A versão 3 usa MD5 e a versão 5 usa SHA1, bem melhor, porém mais "pesada".

    Exemplo.

  • A versão 4 usa um número gerado aleatoriamente. Esta forma pode ser usada em qualquer máquina, mesmo na ausência de um MAC address ou um clock razoável. Ela pode ter colisões, mas por ter uma resolução alta é improvável que ocorra. Idealmente deveria ser um número verdadeiramente aleatório, mas um pseudoaleatório é aceito.

    Exemplo.

Obviamente que cada versão tem especificado como estes dados são distribuídos naqueles campos indicados acima e o algoritmo será diferente de acordo com a versão, mas basicamente é obter os números necessários de acordo com a especificação. Isto normalmente é uma simples chamada à API do sistema operacional e montar no formato especificado.

Como isso é possível quando estamos offline?

Ele foi criado para ser offline mesmo. Ele não tem que estar em rede ligada para funcionar. Ele não o busca em outro lugar.

Talvez a confusão venha porque ele é usado como chave primária em banco de dados, imagino que exista a ideia de que o cliente pede para o servidor um número global único, mas na verdade o cliente gera por conta própria. Inclusive tem a vantagem de poder gerar o registro todo sem consultar o banco de dados. Geralmente quando usamos um ID sequencial tem que perguntar para o servidor qual é ele depois do insert (exemplo).

Gera sozinho até porque é usado em várias coisas que só diz respeito à máquina mesmo.

Se prestar atenção nos internals muita coisa do sistema operacional do que você acessa com um nome bonitinho, esse nome é só descritivo, o seu nome de identidade mesmo é um GUID. Se usasse o nome poderia ter colisões de nome e uma tradução do nome faria o objeto ser outro.

  • Esse "trem" como diz aqui em minas é mais complexo do que eu imagina. :) – Marconi 16/02/17 às 17:04
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    @Marconi depende do ponto de vista, eu acho até simples demais :) – Maniero 16/02/17 às 17:05
  • O pessoal da Microsoft que já deixa mastigado pra gente, desenvolver algo do tipo creio que iria dá trabalho @bigown! – Marconi 16/02/17 às 17:06
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    @Marconi botei exemplos em Lua que o algoritmo na verdade é bem simples e pequeno. Você verá que é mais complicado explicar do que fazer :D – Maniero 16/02/17 às 17:10
  • Muito interessante. Nunca tinha pesquisado sobre como eles são gerados. – ssebeck 9/02 às 11:16
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1 - "Sei que o Indentificador Único Global é gerado de forma que nem um outro será igual."

No próprio link que colocas diz: "Apesar de cada GUID gerado não possuir nenhuma garantia de ser único, o número total de chaves únicas (2^128 ou -3.4×10^38) é tão grande, que a probabilidade de o mesmo número ser gerado duas vezes é muito pequena. Por exemplo, considerando que o universo observável contém 5×10^22 estrelas, cada estrela poderia ter ~6.8×10^15 de GUIDs próprios."

2 - "Existe alguma fórmula matemática por trás, como funciona?"

Sim, existe um padrão e algumas versões sendo:

Em sua representação textual canônica, os dezesseis octetos de um UUID são representados por 32 dígitos minúsculos hexadecimais (base 16), exibidos em cinco grupos separados por hifens, na forma 8-4-4-4-12 para um total de 36 caracteres (32 caracteres alfanuméricos e quatro hifens). Por exemplo:

123e4567-e89b-12d3-a456-426655440000

A string de formato canónico 8-4-4-4-12 é baseada no "layout de registro" para os 16 bytes do UUID:

  • Um inteiro de 4 bytes (8 dígitos hexadecimais) "time_low" dando os baixos 32 bits do tempo.

  • Um número inteiro "time_mid" de 2 bytes (4 dígitos hexadecimais) dando ao meio 16 bits do tempo.

  • Um campo "time_hi_and_version" de 2 bytes (4 dígitos hexadecimais), com a "versão" de 4 bits nos bits mais significativos, seguidos pelos 12 bits mais altos do tempo.

  • Dois campos de 1 byte (totalizando 4 dígitos hexadecimais) chamados "clock_seq_hi_res" e "clock_seq_lo", com a "variante" multiplexada nos mais significativos 1 a 3 bits de clock_seq_hi_res.

  • Seis bytes (12 dígitos hexadecimais) com o "nó" de 48 bits.

Fonte

Algoritmo básico

O seguinte algoritmo é simples, correto e ineficiente:

  • Obter um bloqueio global do sistema.

  • De um armazenamento estável compartilhado do sistema (por exemplo, um arquivo), leia o estado do gerador UUID: os valores do timestamp, sequência de relógio, e ID de nó usados ​​para gerar o último UUID.

  • Obter a hora atual como uma contagem de 60 bits de intervalos de 100 nanossegundos desde 00:00:00.00, 15 de outubro de 1582.

  • Obter o ID do nó atual.

  • Se o estado não estiver disponível (por exemplo, inexistente ou corrompido), ou o ID do nó salvo é diferente do ID do nó atual, gerar um valor de sequência de clock aleatório.

  • Se o estado estiver disponível, mas o timestamp salvo é mais tarde do que o carimbo de data/hora atual, incrementar o valor da sequência de clock.

  • Salvar o estado (timestamp atual, sequência do relógio e ID do nó) de volta para o valor estável armazenado.

  • Solte o bloqueio global.

  • Formate um UUID a partir do timestamp atual, sequência de clock e nó ID de acordo com as etapas da Seção 4.2.2.

Esse é o padrão básico no caso específico da pergunta: "GUID" é uma variante do UUID implementado pela Microsoft que utiliza a versão 4 do UUID.

Justamente por estar implementado no sistema operacional é que é possível ser gerado off-line como questionado nos comentários.

Demais informações: RFC4122

  • Gostei bastante aqui também @MagicHat :) – Marconi 17/02/17 às 10:27
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    Show... Uma boa pergunta... – MagicHat 17/02/17 às 10:31
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Há um artigo descrevendo como GUIDs são geradas (https://blogs.msdn.microsoft.com/oldnewthing/20080627-00/?p=21823) e também o porque de o substring de um Guid não ser garantido de ser único.

Basicamente um GUID é gerado usado a combinação de:

MAC adrress da máquina utilizada pra gerar o GUID - GUIDs gerados em diferentes máquinas são únicas, a não ser que o MAC seja reutilizado.

Timestamp - então os GUIDs gerados em horário diferente na mesma máquina são diferentes.

Extra "bits unificadores de emergência" - são utilizados para garantir que os GUIDs gerados praticamente no mesmo tempo e na mesma máquina sejam únicos.

Identificador para o algoritimo - GUIDs gerados por diferentes algorítimos são únicos.

Entretanto, esse é apenas um algoritimo em particular utilizado para gerar GUID.

Fonte: https://stackoverflow.com/questions/1888254/how-does-c-sharp-generate-guids

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