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Nessa pergunta questionei a respeito de performance. Um dos usuários respondeu que o compilador faz diversas otimizações interessantes, como inlining, desenrolamento de laços, recursão de cauda e caches.

  • Como funciona a otimização de recursão de cauda?
  • O que ela faz com o meu código?
  • Uma recursão de cauda é aquela onde a chamada recursiva guarda a última operação e numa provável nova chamada começa a partir da posição que foi salva anteriormente. Não creio que isso possa ser feito pelo compilador. – Reginaldo Rigo 16/02/17 às 10:52
  • Se for fazer várias perguntas sobre otimização, eu já fiz sobre inline, mas você pode ter novas dúvidas. Já comecei bolar a resposta para o unrolling. – Maniero 17/02/17 às 3:44
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Imagino que entenda bem sobre recursão, quando usar e sua vantagem em relação ao laço.

Também deve saber como funciona a pilha de chamadas e que a memória para isto tem um tamanho fixo determinado no início da execução, provavelmente colocado pelo compilador ou linkeditor.

Se o código de uma função chama a si própria, em cada chamada gerará um novo stack frame com o espaço para as variáveis, incluindo parâmetros e retorno, desta função. Isto vai se acumulando em cada chamada.

Se tiver uma quantidade grande de chamadas recursivas acumula tanto que o espaço da pilha é esgotado, além de ser mais lento manipular tudo isto. Pode chegar à casa dos milhões e o stack por padrão tem apenas 1MB. Alocar tudo isto tem seu custo, salvar registradores tem seu custo.

O compilador pode identificar esta situação e transformar a recursão em algo que se assemelha a um laço, assim o retorno que acaba sendo calculado e usado como parâmetro passa ser como uma variável local em um frame único sendo manipulado em cada iteração.

Esta otimização só costuma ser possível se a chamada da função é a última instrução dela mesma.

Existem alguns compiladores, em geral em linguagens funcionais que fazem uma análise mais profunda e conseguem otimizar mesmo casos mais complicados onde a chamada não é a última, reescrevendo todo o código. Isto é importante porque tais linguagens não costumam ter laços e pode se tornar inviável usar algumas recursões.

Exemplo de uma resposta no SO:

unsigned fac(unsigned n) {
    return fac_tailrec(1, n);
}
unsigned fac_tailrec(unsigned acc, unsigned n) {
    if (n < 2) return acc;
    return fac_tailrec(n * acc, n - 1);
}

Transforma em algo assim:

unsigned fac_tailrec(unsigned acc, unsigned n) {
TOP:
    if (n < 2) return acc;
    acc = n * acc;
    n = n - 1;
    goto TOP;
}

Que linearizada fica:

unsigned fac(unsigned n) {
    unsigned acc = 1;
TOP:
    if (n < 2) return acc;
    acc = n * acc;
    n = n - 1;
    goto TOP;
}

Que na prática é o mesmo que:

unsigned fac(unsigned n) {
    unsigned acc = 1;
    for (; n > 1; --n)
        acc *= n;
    return acc;
}

Coloquei no GitHub para referência futura.

Artigo da Wikipedia.

Você pode fazer manualmente ou deixar para o compilador fazer. Você pode fazer otimizações que são difíceis para o compilador.

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A recursão de cauda é uma técnica de recursão que utiliza menos memória durante o processo de empilhamento, o que a torna mais rápida que a recursão comum.

Em uma recursão comum, a cada chamada recursiva realizada, é necessário guardar a posição do código onde foi feita a chamada para que continue a partir dali assim que receber o resultado. Por exemplo, se fibonacci(32) faz 7.049.155 chamadas recursivas, também serão necessárias 7.049.155 variáveis para armazenar a posição onde foi feita a chamada.

Em uma recursão de cauda, não é necessário guardar a posição onde foi feita a chamada, visto que a chamada é a última operação realizada pela função.

Uma recursão de cauda pode gastar menos memória ainda se utilizar passagem por referência dos parâmetros. Desta forma, cada função recursiva empilhada não cria um espaço de memória para os parâmetros n e parcial, mas apenas atualiza estas duas variáveis sem ficar fazendo cópias delas.

Referência completa

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    Dei +1, apesar de sua explicação estar um pouco incompleta em relação a do BigOwn – jlHertel 17/02/17 às 15:12

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