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Eu vejo vários programadores fazendo isto. No lugar de acessar o membro de uma struct diretamente, ele copia o valor para uma variável local à função e usa esta variável.

Há ganho de performance nisso? Faz diferença se a estrutura está no stack ou heap?

Se não há, por que fazer isto?

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Vamos criar um código que faça das duas formas de uso da variável, tanto no stack como no heap:

#include <stdio.h>
#include <stdlib.h>

typedef struct {
   int i;
} Tipo;

int main() {
    Tipo x = { .i = 10 };
    printf("%d", x.i);
    int y = x.i;
    printf("%d", y);
    Tipo *z = malloc(sizeof(Tipo));
    z->i = 10;
    printf("%d", z->i);
    y = z->i;
    printf("%d", y);
}

Veja o Assembly gerado no GodBolt. Veja funcionando no ideone. E no Coding Ground. Também coloquei no GitHub para referência futura.

Acessar o membro no stack gerou este Assembly:

mov    eax,DWORD PTR [rbp-0x20]
mov    esi,eax
mov    edi,0x400694
mov    eax,0x0
call   400460 <printf@plt>

E o acesso à variável gerou este Assembly:

mov    eax,DWORD PTR [rbp-0x4]
mov    esi,eax
mov    edi,0x400694
mov    eax,0x0
call   400460 <printf@plt>

Obviamente o endereço é diferente, mas o código é exatamente o mesmo. Mas para fazer esse segundo teve que haver a cópia do valor da estrutura para a variável local, então teve que executar mais código:

mov    eax,DWORD PTR [rbp-0x20]
mov    DWORD PTR [rbp-0x4],eax

Então o desempenho de usar variável local é pior. Se acessar a variável local várias vezes esse custo adicional acaba sendo diluído, mas ainda será sempre pior. Há códigos que isso não importa. Mas em C tem casos que isso faz diferença. O acesso extra à variável pode custar desde algo em torno de 1 nanosegundo, até há dezenas de nanosegundos, dependendo se está no cache L1 ou precisa acessar a RAM.

Agora vejamos no heap, acessando direto:

mov    rax,QWORD PTR [rbp-0x10]
mov    eax,DWORD PTR [rax]
mov    esi,eax
mov    edi,0x400694
mov    eax,0x0
call   400460 <printf@plt>

E acessando pela variável local:

mov    eax,DWORD PTR [rbp-0x4]
mov    esi,eax
mov    edi,0x400694
mov    eax,0x0
call   400460 <printf@plt>

Aqui o acesso ao membro da estrutura é ligeiramente pior com uma instrução a mais. Se for usar a variável poucas vezes não compensa porque ainda existe um código para fazer a cópia para a variável local, e neste caso é até um pouco mais caro por causa da indireção:

mov    rax,QWORD PTR [rbp-0x10]
mov    eax,DWORD PTR [rax]
mov    DWORD PTR [rbp-0x4],eax

Se for usar a variável local várias vezes pode compensar sim. A indireção adiciona um custo extra e a variável local pode fazer ele ocorrer apenas uma vez no código.

Se o ganho não ocorre em uma situação específica eu diria que a pessoa copia para a variável local, ou porque quis documentar melhor o que está fazendo usando um nome de variável significativo dando mais legibilidade ao código e a performance não é importante, ou a pessoa não sabe que é potencialmente pior.

Tem linguagem que pode se comportar diferente.

  • VocÊ ganha em legibilidade do código - o computador tem capacidade infinita para.ler.nomes.assim - mas se vocês só precisa ler os valores do último atributo, só assim é um nome que encurta não so a digitaçõa, mas a leitura do código. O tempo para copiar o atributo é negligível. Agora, em Python por exemplo, sim, o aceso a uma variável local assim é mais rápido do que self.assim - por que o mecanismo de acesso a atributos é configurável com vários hooks, que são evitados com o assignment. – jsbueno 9/02/17 às 16:21

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