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Já trabalhei com projetos que utilizavam tanto Session quanto EntityManager mas nunca ficou claro qual devo escolher. No que me basear e em que eles se diferem em termos de performance e compatibilidade. Alguém pode dar uma dica ?

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O Hibernate surgiu primeiro, em 2001. Dentre os frameworks de mapeamento objeto-relacional que surgiram em Java, ele foi provavelmente o mais famoso, completo e bem sucedido. Ele utiliza o Session.

Entretanto, o Hibernate é um framework específico desenvolvido por um grupo específico. Em 2005, vários grupos se reuniram sob a coordenação da Sun para elaborar e estabelecer um padrão oficial para definir em termos genéricos o comportamento de frameworks de mapeamento objeto-relacional. Além disso, foi definido que esse framework utilizaria as características novas da linguagem do Java 5 (lançado em 2004), vez que nenhum framework objeto-relacional maduro as utilizava (tipos genéricos e anotações, principalmente). Os trabalhos foram bastante inspirados no Hibernate e houve bastante participação do pessoal do Hibernate. Disso nasceu o JPA em 2006. O JPA utiliza o EntityManager.

Um outro objetivo a ser atingido com a criação do JPA foi a eliminação do BMP e do CMP do EJB 2 (não deixarão saudades). Basicamente o CMP era uma tentativa de criar-se uma especificação de persistência e mapeamento objeto-relacional, mas era bastante complicado, difícil de se usar, fortemente acoplado ao EJB 2 e oferecia muito menos recursos que o Hibernate. O BMP era algo mais próximo ao que são os beans de entidade (anotados com @Entity) utilizados pelo JPA hoje, embora estivessem em um estado bem menos desenvolvido. Mas isso já é assunto para um outro tópico.

Quando o JPA finalmente nasceu, o Hibernate, obviamente passou a implementar o JPA, ganhando com isso adesão ao padrão oficial e também o uso de tipos genéricos e anotações. Ou seja, ele passou a reconhecer tudo o que o JPA reconhece. Nas primeiras versões do Hibernate com suporte ao JPA, o EntityManager redirecionava tudo o que ele fazia ao Session. Em versões mais novas do Hibernate (5.2+), isso é ainda mais simples porque a interface Session extende a interface EntityManager diretamente.

Porém, o Hibernate é apenas uma das implementações existentes do JPA (embora seja uma muito boa e seja a mais bem sucedida). Outras implementações do JPA surgiram. A saber:

  • DataNucleus

  • TopLink

  • EclipseLink

  • OpenJPA

  • ObjectDB

  • Orient DB

  • Batoo JPA

  • Kundera

De fato, a implementação de referência do JPA, ou seja, aquela que foi criada para ser a base dos trabalhos e provar que o conceito funciona, é o EclipseLink.

Ao utilizar o Session diretamente, você está amarrando o seu projeto ao Hibernate. Ou seja, não poderá mudar o implementador do JPA. Porém, raramente você desejaria mudar o implementador do JPA, então raramente isso causa algum problema real.

Essas implementações do JPA estão concorrendo de forma agressiva entre si por desempenho principalmente, e muitas delas alegam bater o Hibernate de longe em diversos benchmarks. Assim sendo, é possível que o seu desempenho fique melhor ao trocar a implementação do JPA por alguma outra, mas se você usar o Session diretamente, não poderá fazer essa troca. Por outro lado, na maioria dos casos, os gargalos de desempenho estão em outros lugares.

Há algumas características que o Hibernate oferece por fora do JPA. Ao utilizar-se o Hibernate (não apenas o Session) diretamente, você poderá utilizá-las. Obviamente, esses recursos extras não estarão disponíveis em outras implementações do JPA, ao menos não por meio da interface padronizada que o JPA oferece.

  • Muito grato pelos esclarecimentos. – Cleo 29/12/16 às 16:00
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Bom, JPA é uma especificação. Hibernate é uma das implementações da JPA, ou seja, implementa a especificação. Assim como EclipseLink, TopLink e OpenJPA.

Pra você gerenciar os seus objetos com JPA você utiliza o EntityManager(Especificação) mas caso você queira utilizar o Hibernate puro, sem a JPA, você vai utilizar Session (Implementação). Isso depende da afinidade com implementação, necessidade de uso no contexto do projeto, enfim... O fato é que para ter uma aplicação que suporte mudanças de implementações, de Hibernate para EclipseLink por exemplo, terás que adotar a especificação da JPA, ou seja, o EntityManager.

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