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Fiz uma função que cria um arquivo no php, mas preciso que ela retorne true caso tenha dado tudo certo ou false caso um dos passos tenha falhado. Resolvi da seguinte maneira:

function createFile($path, $nome, $content){
    if (!($fp = fopen($path.$nome,"wb")))
        return false;
    if (!fwrite($fp,$content))
        return false;
    if (!fclose($fp))
        return false;
    return true;
}

Existe uma forma mais limpa de fazer isso?

O problema de usar file_exists é que não vou saber se deu erro no fwrite por exemplo. Estava pensando se não existe algo como um try()catch() mas com erros ao invés de exceções.

  • O problema de usar file_exists é que não vou saber se deu erro no fwrite por exemplo. Estava pensando se não existe algo como um try()catch() mas com erros ao invés de exceções. – Guilherme Pressutto 27/12/16 às 15:37
  • Se eu fizer dessa forma que você falou consigo ter certeza de que o if vai executar as funções na ordem certa? – Guilherme Pressutto 27/12/16 às 15:38
  • Bom, se for pra perder legibilidade vou deixar da forma que está por enquanto. Vou pesquisa sobre o try()catch() – Guilherme Pressutto 27/12/16 às 15:40
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Simplificando

function createFile($path, $nome, $content){
    return file_put_contents($path.$nome, $content);
}

A função file_put_contents() retorna booleano false em caso de erro. Do contrário, retornará a quantidade de bytes escrito no arquivo.

Isso é basicamente o que retorna da função fwrite(), a qual necessita do retorno de fopen().

Contudo, não quer dizer que é mais performático por ter menos códigos. Normalmente fopen(), fwrite() e fclose() custam menos. Porém, para um único processo é uma diferença de custo irrisório.

Caso queira manter o código da pergunta e dar mais consistência, poderia adicionar uma quarta condicional, verificando o resource:

function createFile($path, $nome, $content){
    if (!($fp = fopen($path.$nome,"wb")))
        return false;
    if (!fwrite($fp,$content))
        return false;
    if (!fclose($fp))
        return false;
    if (!is_resource($fp))
        return false;
    return true;
}

Mas nesse caso é algo um tanto incomum. Pode acontecer em ambientes específicos onde o fclose() retorna true e o resource mantém-se ainda ativo. Nesse caso a função is_resource() pode ser útil.

A função file_put_contents() simplifica tudo isso. Afinal, o resultado será o mesmo.

Note também que o nome da função que criaste é createFile(), no entanto há diversas operações que podem retornar resultados diferentes que podem não ser necessariamente relacionados ao que a nomenclatura da função diz "criar arquivo".

Se quer um retorno minucioso, poderia criar um array contendo o retorno de cada função, pois uma situação que pode ocorrer é o arquivo ser criado e o conteúdo gravado corretamente e, apenas falhar no fclose(). Mas da forma como está, uma falha no fclose() retornaria false e você fica sem saber de onde proveio o valor false.

Poderia implementar algo desse tipo:

function createFile($path, $nome, $content){
    $rs = array(
        'fopen' => null,
        'fwrite' => null,
        'fclose' => null
    );
    if (($rs['fopen'] = fopen($path.$nome, 'wb')) !== false) {
        $rs['fwrite'] = fwrite($rs['fopen'], $content);

        // Invoque fclose() independente do resultado de fwrite().
        $rs['fclose'] = fclose($fp);
    }
    return $rs;
}

Note que que fclose() é invocado independente do retorno de fwrite(). Isso porque mesmo se fwrite() falhar o resource de fopen() permanecerá aberto. Na versão original da pergunta isso não acontece. Você tem um pequeno leak.

Mas ainda sugeriria mudar o nome da função, pois não está apenas criando um arquivo. Está também inserindo dados. Para um createfile, o ideal seria também checar se o diretório é um path válido antes mesmo de invocar fopen(). Dando mais consistência a função. Pode ser o caso de pensar em OOP para organizar melhor e evitar esse "espaguete" de códigos.

Se você me perguntar se eu faço isso na vida real. Não, eu não faço. Aplico apenas o file_put_contents() para ser feliz. Pois na maioria dos casos não precisa de tanta complicação. Exceto, é claro, para casos onde realmente exige-se uma real necessidade em criar uma rotina "altamente" consistente.

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    +1, ficou bem objetiva, e mencionou vários pontos importantes de uma maneira bem sucinta, sem excesso de informação paralela. – Bacco 27/12/16 às 16:47

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