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Qual a diferença entre Data Annotations e Fluent API?

Há alguma restrição entre uma ou outra? Melhorar na performance ou são apenas duas formas de fazer a mesma coisa?

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Qual a diferença entre Data Annotations e Fluent API?

A abordagem, principalmente, mas há um problema conceitual na sua pergunta, porque a Fluent API faz uso do namespace System.ComponentModel.DataAnnotations quando o programador enuncia as regras de composição do domínio de dados. Ou seja, as duas não são comparáveis, a rigor.

A pergunta seria algo como "qual a diferença entre a Fluent API e o modelo por decoração usando atributos?" (aí sim, falando de Data Annotations).

Ainda falando sobre a abordagem, temos que a decoração por atributos atua sobre classes que representam Models e suas propriedades, enquanto que a Fluent API atua num nível mais global, enunciando regras diretamente no contexto de dados da aplicação.

Há alguma restrição entre uma ou outra? Melhorar na performance ou são apenas duas formas de fazer a mesma coisa?

Ao usar ambos os recursos, recomenda-se não expressar as mesmas regras duas vezes, pois isso pode confundir o Entity Framework e causar erros. Acho que isso seria o mais próximo de restrição no uso de ambas.

A Fluent API é considerando um recurso mais avançado, com alguns recursos a mais, já que a própria Microsoft admite que não é possível expressar todo tipo de configuração apenas com decoração por atributos. Alguns exemplos:

  • Desligar exclusão em cascata:

    .WillCascadeOnDelete(false)
    
  • Associação N para N sem explicitar um Model definindo a associação (não muito recomendado):

    modelBuilder.Entity<Produto>() 
                .HasMany(p => p.Lojas) 
                .WithMany(l => l.Produtos) 
                .Map(m => 
                { 
                    m.ToTable("ProdutosLojas"); 
                    m.MapLeftKey("ProdutoId"); 
                    m.MapRightKey("LojaId"); 
                });
    
  • Especificar chave estrangeira se não é desejável usar uma propriedade no Model para isso (não muito recomendado, mas dá pra fazer):

    .Map(conf => conf.MapKey("ChaveEstrangeiraId"))
    
  • Ajuste fino do banco de dados, especialmente nos casos em que apenas um lado da associação é exposto no Model (o que é problemático, mas pode ser feito):

    .WithMany(...)
    .WithOptional(...)
    .WithRequiredDependent(...)
    .WithRequiredPrincipal(...)
    
  • Especificação de herança entre Model e banco de dados (Tabela por Hierarquia, Tabela por Tipo, Tabela por Classe Concreta):

    .Map<TDerivado>(Action<EntityMappingConfiguration<TDerivado>> ...)
    

É importante notar que a Fluent API é um recurso mais complexo e mais verboso que a decoração por atributos. Além disso, o uso errado da Fluent API pode causar problemas de coesão. Nada impede de você especificar no seu sistema o conjunto de Models totalmente em separado dos mapeamentos.

Se me permite uma recomendação, a Fluent API deve ser usada para os casos em que a decoração de atributos não atende.

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O mecanismo de atributo sempre foi muito limitado. Ele é resolvido todo em compilação e usado com reflexão, o que impede fazer muita coisa.

Além disto, as anotações disponíveis no Entity Framework são limitadas, dá para fazer o básico, mas não é muito flexível. Nem poderia ser diferente, a sintaxe de atributos não permite muita expressividade.

Um mecanismo que permite uma sintaxe mais livre, permite resolver coisas dinamicamente e que gera um objeto mais complexo tende a ser mais flexível, permitindo realizar o que era impensável com as dataannotations. Lembre-se que estamos comparando uma forma declarativa de metadados com uma forma imperativa de código, não dá para comparar.

Por tudo isto há mais opções disponíveis na API fluente.

Por acaso escolheram que a API tivesse uma sintaxe fluente, até por limitação da sintaxe da linguagem, não precisava ser assim se a linguagem fosse mais poderosa. O que importa é a capacidade de expressar o que deseja.

Eu sempre achei essa forma melhor e nunca entendi porque tanto usaram atributos.

Mas o ASP.Net MVC se beneficia da anotação de dados, então é algo para se pensar. Uma pena ter sido criado assim.

Não fiz teste e não posso ter certeza, intuitivamente acredito que a API fluente é mais rápida por ser um mecanismo específico e mais concreto que o atributo que é um mecanismo abstrato e geral demais.

  • Quando você se refere a atributos você se refere a Data Annotations, certo! – Marconcilio Souza 29/11/16 às 11:51
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    Exato, ele tem limitações que impõe ao uso específico mais limitações – Maniero 29/11/16 às 11:56
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Usando Data Annotations você cria um certo acoplamento em deixar uma entidade acoplada a uma tecnologia.

Fluent API você consegue separar a responsabilidade que antes era acoplada na camada de domínio em outra camada. Exemplo: faço o mapeamento do Fluent API na camada de acesso a dados (DAL) isolando a camada de domínio.

Em termos de performance acredito que não tenha mudança, mas ambas fazem mesma coisa eu costumo usar sempre Fluent API.

  • O namespace System.ComponentModel.DataAnnotations não é "acoplado a uma tecnologia": ele é agnóstico. Além disso, não há qualquer vantagem em "isolar a camada de domínio" no Entity Framework porque ele trabalha muito próximo ao domínio. – Leonel Sanches da Silva 26/02/17 às 5:55

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