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A um bom tempo eu enfrentei problemas com formatação de arquivos entre ISO-*, UTF-8, ANSII e outros, passei a pesquisar formas de solucionar estes problemas, encontrei várias formas diferentes, tanto usando ferramentas, quanto usando linguagens de programação, porém uma coisa que eu nunca me aprofundei a saber é:
Qual a diferença estrural entre um arquivo sem BOM e um com BOM?

marcada como duplicata por Silvio Andorinha, Guilherme Bernal, Maniero, Lucas Henrique, Math 21/05/14 às 15:04

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    @DBX8 mas acredito que as resposta daquela pergunta podem responder essa pergunta. – Silvio Andorinha 21/05/14 às 14:53
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UTF-8 em conjunto com BOM(Byte order mark) é codificado com os bytes EF BB BF no início do arquivo. Não há diferença, pelo menos não oficial entre UTF-8 e UTF-8 com BOM. Enquanto há utilização, de acordo com o Padrão Unicode, o Byte order mark para arquivos UTF-8 não é recomendado.

Na seção 3.10 Unicode Encoding Schemes, item D95 diz, em tradução livre:

O seu uso no início de um fluxo de dados UTF-8 não é necessário nem recomendado pelo Unicode Standard, mas a sua presença não afeta a conformidade com o esquema de codificação UTF-8.

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    A ordem dos bytes não é variável em UTF-8. Mas claro, pode haver o problema de descobrir que o texto está em UTF-8 para começo de conversa... – marcus 21/05/14 às 14:50
  • Verdade. Vou corrigir minha resposta. – Renan 21/05/14 às 16:11
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O BOM (byte order mark, marca de ordem de bytes) foi criado para solucionar um problema do UTF-16 (e também do UTF-32, embora este formato seja pouco usado para salvar arquivos).

Como cada caracter em UTF-16 é composto por 2 bytes (ou em casos mais raros por um par de unidades de 2 bytes cada), existe a possibilidade de ordená-los de maneiras diferentes: byte 1, byte 2; ou byte 2, byte 1 (sobre a ordem dos bits, ninguém discute, pelo menos...). Então arquiteturas little-endian preferirão usar UTF-16LE (LE = little endian), que tem a ordem “byte 2, byte 1” que é a mais natural para o processador. E arquiteturas big-endian preferirão usar UTF-16BE.

Para diferenciar os dois tipos de UTF-16, usa-se o BOM no começo do arquivo, que é um caracter que não pode ser confundido com seu “inverso”, portanto ao lê-lo será possível descobrir qual é a ordem dos bytes do resto do arquivo.

Já o UTF-8 foi elaborado de maneira diferente, onde a ordem dos bytes não depende da arquitetura do computador. Por isso, muitos consideram desnecessário usar BOM em arquivos UTF-8.

O BOM, que em UTF-16 ocupa 2 bytes, ao ser codificado em UTF-8 toma a forma de 3 bytes. Por isso alguns programas, apesar da não-recomendação de usar BOM em UTF-8 acabaram por adotá-lo mesmo assim, pois quando abrirem um arquivo e encontrarem aqueles 3 bytes especiais, saberão que provavelmente se trata de um arquivo UTF-8 (porque é muito raro um texto começar com , que é como aparece o BOM se for lido como a codificação cp1252).

Agora, se você deve ou não usar BOM nos seus arquivos, o debate fica um pouco filosófico, porque existem prós e contras...

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BOM significa Byte Order Mark.

No nosso mundo as pessoas não conseguem se entender sobre várias coisas, inclusive se os bits de menor valor de um byte devem ser alinhados à esquerda ou a direita. Acredite, há discussões acaloradas e cheias de agressões pessoais sobre qual forma é melhor.

Com certos encodings acontece algo parecido. Alguns caracteres são representados por mais de um byte. Em UTF-32, por exemplo, são utilizados quatro bytes por caractere. Existem pessoas que preferem que os bytes com valores menores sejam alinhados a esquerda ou a direita em cada caractere.

Como não é possível adotar uma ou outra forma como a universal, às vezes a gente precisa informar a um parser a ordem em que os bytes devem ser lidos. A gente faz isso utilizando o BOM. Se você não informar o BOM, o parser tem que literalmente adivinhar a forma de leitura. Por isso que, sem ele, às vezes os textos ficam "quebrados".

É comum o BOM de um texto ser indicado pelo pré-âmbulo, que são os três primeiros bytes de um texto. O parser os utiliza para determinar qual é o encoding utilizado.

Como notado pelo DBX8 na resposta dele, isso deveria ser irrelevante para o UTF-8, que utiliza apenas um byte por caractere. A única vantagem de se informar o BOM do UTF-8 é que isso ajuda o parser a reconhecer o encoding utilizado.

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    Correção: ordem dos bytes, não dos bits. E no UTF-8 não existe esse problema, cada unidade tem apenas 1 byte, com a possibilidade de "extensões" serem colocadas depois, mas com uma ordem bem definida. O BOM no UTF-8 acaba servindo mais para indicar que o arquivo é UTF-8 do que realmente para indicar a ordem (seu propósito original). – marcus 21/05/14 às 15:06

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