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Um projeto da minha faculdade me foi pedido, para criar uma classe chamada RepositorioException que é uma subclasse de Exception para ser usada para tratamento de exceções nas classes de repositório, no quais são: RepositorioMotorista, RepositorioViagem, RepositorioSolicitante.

Logo em seguida: Desenvolver um modelo de exceções usando a classe RepositorioException para os repositórios, os exemplos abaixo seriam alguns que foram pedidos para serem implementados.

Exemplos:

  • AdicionarDuplicadoException
  • RemoverNaoExisteException
  • RemoverVazioException
  • RemoverVazioException
  • AlterarNaoExisteException
  • AlterarVazioException

Minha dúvida seria a respeito desses casos de Exception se eu posso criá-los na própria classe RepositorioException ou se teria criar cada um separadamente herdando de Exception.

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    Acredito que primeiro você deve avaliar se há mesmo necessidade para criar tantas exceções assim. Eu acho muito desnecessário sair criando um monte de exceptions pra cada ocorrencia no sistema. – user28595 9/11/16 às 20:08
  • @PabloAlmeida parece que seu titulo mudou um pouco o sentido da pergunta. – user28595 9/11/16 às 20:25
  • @diegofm É que o título anterior dava a entender que ia ser uma pergunta sobre como criar novos tipos de exceção. Ao entrar, me deparei com uma pergunta sobre melhores práticas. Não sei se o novo título ficou perfeito, mas acho que tem que ir pra esse rumo, pelo menos. – Pablo Almeida 9/11/16 às 20:26
  • @PabloAlmeida tem razão, a pergunta não está muito clara também, mas tende a cair mais para este lado mesmo. – user28595 9/11/16 às 20:30
  • @diegofm Sua suposição foi melhor que a minha. :) Vou editar novamente. – Pablo Almeida 9/11/16 às 20:31
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Pra mim nada disso seria exceção, pelo menos pelo que o nome indica. Considero um abuso do mecanismo lançar exceção para situações normais que podem ocorrer no código. Eu adotaria outros mecanismos para informar que algo não é válido.

Mas Java tem a cultura de abusar desse mecanismo. Se vai mesmo fazer isso precisa entender porque precisa da exceção.

Ela será usada para indicar o que deu errado, certo? Então precisa ser o mais específico possível, não é verdade?

Mas tem que ver se precisa saber se as capturas precisam ser especializadas ou não. Se precisar capturar cada um desses problemas de forma isolada, não há dúvidas que precisa separação.

Se na verdade precisa capturar a exceção indicando apenas que houve uma invalidade e depois com a informação que estiver na exceção decidir o que fazer, então pode usar apenas uma exceção. É claro que nesse caso a exceção precisa ter uma estrutura capaz de fornecer informações adicionais para uso após a captura. Pode ser até mesmo que tenha várias invalidades em uma só exceção, precisa prever isso.

Um exemplo de exceção que operada desta forma é a SQLException (eu sei, é C#, mas é só para mostrar a estrutura). Ela trata os mais diversos problemas internamente. Para a aplicação importa que houve uma exceção do SQL.

A maior desvantagem desse caso é que centraliza. Se precisar criar novas formas de exceção terá que manipular essa classe. Se for seguir cegamente o que manda a orientação a objeto deveria separar em cada classe. Mas se for pragmática tem a opção de centralizar.

A decisão não é fácil e sem ver o caso concreto não sei como ajudar muito. Esse caso para ter um requisito, mesmo que artificial, para que as exceções sejam separadas. Mas o requisito não está tão claro. Minha recomendação é tentar clarificar o requisito antes de mais nada. Se não achar que é a melhor solução, tentar negociar o requisito. Mas tem que seguir o requisito. Então vejo um dilema na pergunta porque não parece que esse caso seja para você escolher o que fazer.

Se puder escolher eu acho que iria de exceção única, mas os requisitos não são claros para eu garantir isso.

  • Nesse contexto me foge do controle, pois como projeto da cadeira eu sou meio que obrigado a seguir as "especificações" passadas pelo professor. Eu entendi a referência sobre SQLException utilizei um pouco ao trabalhar com SQLite. – La Treta 9/11/16 às 20:51
  • muito bem colocado como sempre. A exceção gera uma pilha de informação de onde o código gerou tal situação sendo um requisito ortogonal ao proposito do sistema. – Delfino 9/11/16 às 20:51
  • Acho que a maior desvantagem de colocar a informação de tipo numa estrutura interna não é que centraliza. Centralizar, por si só, não é um problema. O que vejo de problema aí é que você está simulando um sistema de tipos, mas sem tirar proveito das estruturas que foram feitas para isso (o sistema de tipos da linguagem, baseado em classes). Ou seja, seu código não expressa tão bem quanto poderia qual é sua intenção. – Pablo Almeida 9/11/16 às 20:52
  • @LaTreta, seu professor não aceita justificar com boas práticas e técnicas de engenharia de software? Sei que em alguns cleros é perigoso demonstrar o que o professor está enganado, mas ele pode valorizar seu empenho em buscar a forma mais adequada de se usar tais recursos. – Delfino 9/11/16 às 20:53
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    @PabloAlmeida existem outras sim, e o tipo correto é uma delas,n ão só pela captura, mas também pela semântica, incluindo aí a estrutura. É verdade que a maioria das exceções só possuem uma mensagem de informação "útil personalizada", mas não precisa e em muitos casos não deveria ser assim. – Maniero 9/11/16 às 21:11
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A decisão de se é necessário criar um monte de tipos diferentes de exceção ou criar uma só que abrange todas não é uma decisão tão simples quanto "ver se tem um monte". Essa é uma área onde tem que olhar caso a caso.

Para que vai servir a separação? Porque, se for só para exibir um erro no log ou outra coisa que ajude na depuração, uma simples mensagem de descrição na RepositorioException já resolve. Criar exceções mais especializadas é interessante quando você precisa diferenciá-las para tomar caminhos realmente diferentes no seu fluxo de exceção.

Portanto, minha sugestão é que você comece com uma exceção mais geral e uma mensagem de detalhes (que você deve preencher com detalhes específicos do caso, para não se perder na hora da depuração) e, ao se deparar com a necessidade de fluxos de execução separados, vá criando novas exceções que sejam especializações dessa.

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Depende. E você não precisa abrir mão de uma coisa para ter outra.

Por exemplo, numa API usada por terceiros, você certamente vai querer os possíveis cenários excepcionais bem definidos e documentados, desta forma quem for usá-la pode realizar os tratamentos como melhor convier.

Entretanto, num sistema comum, remover algo que já foi removido pode ser algo simplesmente a ser ignorado. Por exemplo, um usuário, utilizando uma tela de cadastro num sistema web, clica várias vezes no botão "Excluir" porque a internet está lenta. Como resultado várias requisições chegam excluindo o mesmo objeto. A primeira vai surtir efeito e as demais mostram o erro de que o objeto não foi encontrado. Como o usuário vê apenas o resultado da última requisição, ele pode chegar à conclusão de que tem algum problema com os sistema.

Além disso, se você achar adequado, pode ter uma exceção genérica como ErroCadastroException que é lançada sempre que uma operação não permitida for executada, tal como adicionar um registro duplicado ou alterar algo que não existe.

Porém, suponha que você depois vê a necessidade de incluir uma validação específica para verificar se o valor de um campo é duplicado, de forma a mostrar para o usuário exatamente qual é o problema. Neste caso, poderia criar especificamente uma exceção que estenda a outra e contenha o erro em específico. Por exemplo:

public class CpfJaExisteException extends ErroCadastroException { 
    ...
}

Desta forma, você pode mostrar uma mensagem amigável para o usuário, por exemplo informando que aquela pessoa já possui cadastro ou mesmo redirecionando para o cadastro dela.

Um ponto importante aqui é que provavelmente você pode usar tal exceção nas rotinas internas do sistema, mas irá tratá-la em algum momento para tomar a ação necessária.

Em resumo, você deve criar as exceções somente se pretende tratá-las especificamente em algum ponto, caso contrário use uma exceção genérica.

Note também que há alternativas para exceções. Por exemplo, se não houver dados numa tabela, retorne uma lista vazia. Na tela, você pode verificar se existem ou não registros retornados e exibir alguma mensagem dizendo que não há registros retornados.

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