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Eu uso várias seções de shell, com parâmetros diferenciados para compilar aplicações para múltiplas plataformas, as vezes preciso fechar um shell e abri-lo novamente por algum motivo, um travamento ou seja outro motivo.

Eu uso scripts para manter as variáveis de ambiente parametrizadas como preciso, porém as vezes mudo uma variável ai tenho que criar um novo script, só para aquele momento o que torna um pouco inconveniente.

O Shell em especial o Bash, tem algum recurso que eu possa exportar as variáveis entre seções de forma a não ter que criar scripts? Podendo assim fechar a abrir o shell e importar um conjunto de variáveis conforme um perfil que eu deseje?

  • Você quer setar variáveis de ambiente globais? – Murillo Goulart 21/02/17 às 0:46
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Já tentou o comando export?

Coloque no seu ~/.bashrc ou em /etc/profile ou (o segundo depende da sua distro) o comando export seguido pela variável recebendo o valor.

Exemplo, vamos aumentar a segurança e colocar um time out em caso de esquecer o shell em execução e outra pessoa pegar logado... ( :D )

Edite o /etc/profile nesse caso e coloque no final do arquivo:

TMOUT=300
export TMOUT

Pra ficar mais seguro coloque readonly assim não conseguirão alterar sua variável...

readonly TMOUT=300
export TMOUT

Usei esse exemplo para tentar ilustrar, assim suas sessões serão deslogadas caso passe 5 minutos sem interação.

VARIAVEL=VALOR
export VARIAVEL
  • Para ficar "entre sessões do shell", ao terminar a execução de uma sessão, deveria então fazer um processo de dump das variáveis desejadas para um arquivo como você mencionou. E o export tem a ver com processos filhos, não o processo atual. A importação do .bashrc e demais arquivos se dá através da importação de código desses arquivos (como se fosse dado o comando source ~/.bashrc), portanto está no processo atual portanto pasta o processo atual ler essas variáveis elas não precisam estar exportadas – Jefferson Quesado 30/10/17 às 4:38
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Fazer isso completamente "sem script" não é possível: cada nova shell bash (que não seja "filha" de outra preexistente) vem "zerada" e é preconfigurada pelos scripts .profile, .bashrc etc., executados no momento do login. Shells filhas herdam todos os exports executados na shell mãe.

Ou seja, você precisa ter um lugar para guardar as diversas variáveis e respectivos valores que deseja utilizar no futuro. Eu particularmente gosto de fazer esse tipo de coisa utilizando aliases precadastrados no meu .profile ou no .bash_aliases, no seguinte formato:

$ alias exportABC='export a=1 b=2 c=3'
$ exportABC 
$ echo $a $b $c
1 2 3

A vantagem, ao meu ver, é que você tem todo os seus exports padrão ao alcance de qualquer shell e com o auto-completar do readline na tecla TAB. Você pode der um export predefinido para cada ambiente alvo de compilação, por exemplo.

A desvantagem é que as coisas podem ficar bem confusas bem rápido caso as variáveis exportadas por cada alias tenham nomes diferentes, você acabaria com um env gigantesco e ininteligível. É sempre bom ter um "limpador" de exports para todas as variáveis que você utiliza, facilitando recomeçar do zero caso necessário:

$ alias exportClean='unset a b c'
$ exportClean 
$ echo $a $b $c
(linha vazia)

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