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Nos últimos tempos tenho tentado entender melhor sobre o OWIN nos aspectos de por que usar ele, como ele funciona e como usar. Sobre o porquê de usar já perguntei aqui e já me convenci de que a maior motivação é conseguir deixar os componentes do ASP.NET (MVC, WebAPI, etc) mais modulares e independentes do assembly System.Web.dll pra aumentar a performance.

O que ainda não entendi é como ele funciona e como usar ele. Pelo que entendi ele basicamente conta com um IDictionary<string, object> chamado de Environment Dictionary e um delegate Func<IDictionary<string, object>, Task> que basicamente aponta pra uma função que recebe o Environment Dictionary e retorna uma Task.

Daí eu ouvi dizer que isso desacopla a aplicação do servidor e permite a construção de pipelines de execução complexas. Eu realmente não entendi como isso funciona.

Além disso, pra realmente usar o OWIN, eu sei que se utiliza uma classe Startup com uma função de configuração que recebe um objeto que implementa IAppBuilder. Qual seria o papel dessa interface nisso tudo? Além disso, parece que tudo está conectado com o uso da função Use dessa interface. Novamente, o que realmente essa função faz e como realmente usamos ela?

Eu sei que ela que permite integrarmos o WebAPI, o Identity, etc. Mas não consigo entender ainda como isso tudo funciona e como usar.

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    É porque ainda é uma abordagem nova, que pouca gente domina. Por isso há pouco material preciso sobre o assunto. – Leonel Sanches da Silva 16/05/14 às 20:45
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    É @Crood, eu achei poucas coisas sobre o OWIN por ai. Basicamente eu meio que me "acostumei" com ele por enquanto, mas queria entender mesmo o negócio. Ainda mais agora que vai ter o vNext ta mais importante entender isso. – SomeDeveloper 16/05/14 às 20:46
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    vNext é o ".net sem compilar". Cara, até onde entendi, OWIN e outros projetos devem ser migrados para outras estruturas, então não se atenha muito ao que temos por enquanto. Não tem versão RTM ainda – Tiago César Oliveira 16/05/14 às 20:53
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    Aqui tem um post sobre essas mudanças: eduardopires.net.br/2014/05/o-futuro-do-asp-net-vnext-mvc-6. – SomeDeveloper 16/05/14 às 21:38
  • Favoritada. Vou tentar responder logo. – Leonel Sanches da Silva 20/05/14 às 0:05
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O principal objetivo do OWIN é poder desenvolver aplicativos e componentes que sejam mais fáceis de escrever e de consumir que da maneira do ASP.NET tradicional, além de eliminar a dependência do uso do IIS, possibilitando ao desenvolvedor o uso de um hospedeiro alternativo desenvolvido livremente pela comunidade.

Pra isso, o OWIN faz largo uso de estruturas dinâmicas, mais presentes em linguagens e Frameworks modernos, como o Ruby on Rails juntamente com o Rack, e máxima simplificação do ambiente e execução de tarefas.

Este Environment Dictionary é o dicionário que configura o ambiente. Apesar do ASP.NET MVC5 ser um Framework de desenvolvimento bastante intuitivo e fácil de desenvolver, sua configuração fica tremendamente burocrática quando ele precisa admitir uma nova topologia de requisições, como por exemplo a Web API 2 (versão da Microsoft para o padrão REST API). Ou seja, a aplicação pode ter vários dicionários de ambiente, sendo cada um para uma necessidade (um para configurar retorno em Razor, outro para JSON, e assim por diante).

Já o Application Delegate na verdade é uma assinatura de função, usada como interface entre os componentes de uma aplicação OWIN. Como toda a aplicação utiliza uma mesma interface, tanto faz se a aplicação vai devolver no fim da requisição uma página HTML, um JSON ou um XML (ou um outro formato que possa surgir no futuro): a interface para o processamento e retorno da requisição é a mesma.

O Katana é uma das propostas de implementação do modelo OWIN, e possivelmente a mais pobre de exemplos (a maioria deles devolve apenas text/plain, mas há algumas tentativas de integrar o Katana com o Razor).

Repare que, até a publicação desta resposta, o handler de Razor não foi exatamente implementado pela equipe oficial. Isto responde à parte da sua pergunta sobre a classe Startup: ela inicializa handlers somente, e são os handlers que possibilitam o uso de mecanismos que conhecemos, como o Razor. Seria uma espécie de "organizador de interfaces": ali se faz o registro de quais tecnologias serão usadas para processar as requisições.

Há outros projetos mais maduros que o Katana. São eles:

No decorrer dos dias vou melhorar esta resposta com exemplos e devo colocar um projetinho no GitHub com uma implementação funcional do que seria uma aplicação MVC com Razor em cima de OWIN, usando o Katana.

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Nesse post do Eduardo Pires em O Futuro do ASP.NET vNext – MVC 6 ele explica de maneira bem simples. Em resumo nas palavras dele você pode entender da seguinte maneira:

O OWIN define uma interface padrão entre servidores Web e aplicações .NET. O objetivo da interface OWIN é desacoplar o servidor e a aplicação, incentivar a criação de módulos simples para o desenvolvimento em ASP.NET, e, por ser um padrão aberto, estimular o ecossistema open source de ferramentas .NET de desenvolvimento Web.

Resumidamente o OWIN é uma camada de abstração entre o server e a aplicação.

OWIN

O objetivo do OWIN é que novos componentes possam ser facilmente desenvolvidos e > consumidos, porém de forma agnostica, ou seja, que possam rodar em outras plataformas como Unix (Mac/Linux) e que possam ser portados de uma plataforma para outra sem necessidade de recompilação.

  • É um “standart” uma especificação.
  • Não existe exatamente como código ou componente.
  • É a descrição de como idealmente o comportamento de sua implementação deve funcionar.

E o katana:

Katana

É uma implementação Microsoft da especificação OWIN no ASP.NET. A Microsoft apostou na proposta do OWIN e o implementou nos projetos ASP.NET SignalR e ASP.NET WebAPI, essa implementação recebe o nome de Katana Project. Mais tarde o ASP.NET Identity surgiu implementando bibliotecas do Katana Project também. Além da Microsoft, outros projetos implementam OWIN como NancyFx, FubuMVC, NOWIN etc.

E como complemento ainda terá o Helios

Helios

A implementação do OWIN atrávés do Katana Project proporcionou a criação de componentes ASP.NET muito mais leves, performáticos, independentes de plataforma e SelfHost, porém caso seja necessário contar com alguns recursos que o Host ASP.NET clássico (IIS) provê, tudo isso fica a cargo do desenvolvedor da aplicação.

O IIS apesar de trabalhar apenas no pipeline do ASP.NET clássico (System.Web) possui uma série de benefícios que nem sempre podem ser deixadas de lado:

IIS lida com gerenciamento da vida útil aplicação. Ele pode suspender (em vez de encerrar) processos que estão ociosos para ajudar a equilibrar os recursos disponíveis do sistema. IIS oferece um cache de modo de usuário embutido e pode comprimir automaticamente o conteúdo dos responses se for o caso. IIS suporta filtragem de requests e transient worker process identities. Mais de 10 anos de implementações e melhorias de segurança. No cenário do Self Host você é responsável por muitas das responsabilidades que o IIS toma conta, além disso ele já existe para isso por que não utilizá-lo? São esses os motivadores do Project Helios, porém devido à necessidade do IIS trabalhar no pipeline no System.Web muita performance seria perdida, por isso o Project Helios trabalha apenas com o “Core” do IIS o utilizando como uma espécie de API, o “Core” do IIS é extremamente rápido e poderoso, pois disponibiliza apenas as suas funcionalidades sem depender do pipeline do ASP.NET clássico (System.Web).

O Project Helios oferece suporte aos projetos desenvolvidos em Katana (OWIN), porém não é dependente dele para ser utilizado, é possível desenvolver uma aplicação baseada apenas em Project Helios que rodará apenas no padrão IIS e não terá opções de SelfHost e multiplataforma, em uma arquitetura de aplicações para Windows pode ser muito vantajoso, pois é pelo menos 96% mais rápido que o ASP.NET clássico.

Dê uma olhadela no link, tenho certeza que gostará das novidades.

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