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Desde que comecei a aprender C++ sempre fiz algo como:

classe.h

#ifndef CLASSE_H
#define CLASSE_H

class OutraClasse;

class Classe
{
   public:
      Classe();
      void foo(OutraClasse *bar);
};

#endif

E aqui eu declaro os métodos, construtor e outras coisas classe.cpp:

#include "classe.h"
#include <OutraClasse>

Classe::Classe()
{
    //Algo aqui
}

void Classe::foo(OutraClasse *foo) {
    //Algo aqui
}

Mas noto que eventualmente algumas classe são escritas somente no .h assim:

#ifndef CLASSE_H
#define CLASSE_H

#include <OutraClasse>

class Classe : public OutraClasse
{
   public:
       Classe() {
           //Algo aqui
       }

       void foo(OutraClasse *bar) {
           //Algo aqui
       }
};

#endif

O main.cpp ficaria algo como em ambos:

#include "classe.h"
#include <OutraClasse>

int main()
{
    OutraClasse outra;

    Classe foobar;
    foobar.foo(&outra);
}

Eu gostaria de saber se isso influencia na compilação ou pós-compilação, por exemplo execução, isso devido a ordem de declaração dos headers, quero dizer, se entendi bem o primeiro exemplo que citei funciona muito só chamaria OutraClasse quando foobar for usado, no segundo exemplo ele seria chamado a todo momento.

Existe alguma diferença para compilação, execução ou performance?

  • Pelo jeito não gostou da resposta mesmo, se der uma dica, posso tentar melhorar :) – Maniero 28/09/17 às 21:03
  • @Maniero ou vai ver que eu pessoalmente sou muito ruim ainda pra entender algumas coisas e estava com vergonha de admitir. Devo dizer que me falta realmente tempo e um pouco de organização para olhar isto a fundo. Mas prometo que irei rever todas minhas perguntas e terá meu feedback - Obrigado ! – Guilherme Nascimento 28/09/17 às 21:14
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Colocar tudo no header

A grande vantagem é permitir melhores otimizações. Se deseja que as implementações sejam inline tem que fazer isso. O mesmo vale para o uso de templetes que sempre há um inline do gabarito, ele nunca é resolvido em tempo de execução. Falo disso em outra pergunta.

O fato de ser inline obriga recompilar todos consumidores todas as vezes que mudar algo na classe. Isso é bom ou ruim dependendo do que deseja.

Tem uma desvantagem clara. Todo o código da classe sempre terá que ser recompilado quando esta classe for usada (até é possível ter algum cache que ajuda). Há o custo de compilação maior nesse caso.

Se a otimização for feita não haverá indireção alguma. A performance tende a ser ligeiramente melhor. Isso costuma fazer sentido em códigos que precisam de alta performance. Não ajuda muito em GUI, por exemplo.

Ter a implementação em arquivo separado

A grande vantagem é não ter que ficar compilando o algoritmo toda vez que usa, ele fica separado da declaração. Em compensação terá que recompilar o arquivo de algoritmo sempre que alterá-lo para o resto do código enxergar. Se esquecer de fazer isso, em tese tudo vai funcionar, mas acessará a versão antiga, que não é o que deseja, pode passar desapercebido.

A vantagem não é só o custo da compilação reduzido, mas tem uma semântica diferente nas modificações do código. Ao mesmo tempo que é uma desvantagem ter que recompilar a implementação para os consumidores poderem ver, os consumidores não precisam estar cientes da mudança na implementação. Pode recompilar a classe sem exigir recompilação dos seus consumidores, desde que a API permaneça a mesma. A API é o que está no cabeçalho.

Esses códigos não podem ser otimizados por inline nos locais de seu uso. Sempre haverá uma indireção, como toda função não linearizada.

Essa é a opção mais comum na maioria dos casos, mas a outra é bem usada também. Tem que dominar bem essas implicações para fazer a escolha certa, mas na dúvida o padrão é essa, todo mundo está bem acostumado com ela (não estou dizendo que é a melhor sempre, apenas que é a mais aceitável quando não se sabe o que fazer e a outra não seja obrigatória).

Tem mais uma pergunta que pode ser útil.

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Métodos definidos na declaração da classe são automaticamente considerados "inline" pelo compilador.

O compilador poder gerar código "inline" para esses métodos, isto é, não é criada uma função que encapsula esse código, e em cada chamado do método o código é copiado no lugar da chamada do método, ao invés de efetivamente ser feita uma chamada ao método. Efetivamente uma função inline é como se fosse uma macro inteligente.

Em princípio o compilador só cria código inline para funcões muito pequenas, mas isto fica a total critério do compilador, que pode eventualmente simplesmente desconsiderar essa possibilidade, e realmente criar funções para implementar todos os métodos inline.

class Classe : public OutraClasse
{
   public:
   Classe() {
       //Algo aqui
   }

   void foo(OutraClasse *bar) {
       //Algo aqui
   }
};

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