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Contexto

Eu tenho um cluster com alguns nós do JBoss EAP 6.4. Aplicações em nós desse cluster compartilham um cache do Infinispan em modo embarcado com distribuição síncrona via UDP (JGroups):

<cache-container name="meu-container"
        default-cache="meu-cache"
        jndi-name="java:jboss/infinispan/cache/meu-container">
   <transport stack="udp"/>
   <distributed-cache name="meu-cache" 
         owners="2"  
         mode="SYNC" />
   <!-- Outros caches -->       
</cache-container>  

Esse cache usa uma String como chave e um POJO como valor:

@Resource(lookup="java:jboss/infinispan/cache/meu-container/meu-cache")
private Cache<String, MeuPojo> meuCache;

MeuPojo é um objeto simples Serializable:

public class MeuPojo implements java.io.Serializable {

    private static final long serialVersionUID = 4L;  
    
    private String campoUm;
    private Integer campoDois;

    // Outros campos, getters, setters, etc

} 

O cache distribuído funciona perfeitamente e todas as instâncias de meuCache "enxergam" todas as entradas. Alterações em qualquer instância de MeuPojo são vistas em todos nós, novas entradas ou exclusões de entradas em qualquer nó são "refletidas" nos demais nós.

Durante um upgrade da aplicação sem atualizações em MeuPojo os nós do cluster sobem e descem um a um sem prejuízo para o cache. Assim que um nó sobe ele ganha acesso à cópia dele das entradas do cache.

O problema

O problema acontece quando modifico MeuPojo. Nesse caso o Infinispan não se comporta muito bem devido a diferenças na serialização. Se eu adicionar um novo campo (e.g., private String campoTres;) os nós atualizados não conseguem enxergar as entradas com versões não atualizadas do MeuPojo no meuCache e vice-versa (nós não atualizados não enxergam versões do MeuPojo atualizados).

Nada de significativo acontece nos logs independente do valor de serialVersionUID. O que me leva a crer que o Infinispan está engolindo exceções como InvalidClassException.

Atualmente toda vez que queremos adicionar um novo campo em MeuPojo é uma luta. O workaround é usar dois caches (meu-cache e meu-cache-v2) e duas classes diferentes MeuPojo e MeuPojoV2. Copiamos as entradas manualmente na aplicação e trocamos qual cache está "valendo" para as aplicações em cada upgrade.

Penso que deve existir uma maneira menos "burra" de evoluir MeuPojo sem perder as entradas no cache, porém não consegui encontrar uma solução. O ideal seria que nós atualizados enxergassem entradas em versões não atualizadas de MeuPojo (como se eles tivessem campo3 = null) e vice-versa.

Alguém já passou por isso e conhece uma solução ou ao menos um work-around menos trabalhoso?

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Vejo pelo menos duas alternativas possíveis, mas deve existir mais. A primeira delas é a mais simples, porém também mais frágil, e consiste em congelar o conjunto de campos da classes existente (assim como congelar o serialVersionUID) e forçar que novos campos sejam adicionados com o modificador transient. Qualquer violação dessa regra vai ocasionar o problema que você descreve.

A outra alternativa é tomar o controle da serialização você mesmo ao implementar os seguintes métodos:

private void writeObject(java.io.ObjectOutputStream out) throws IOException;
private void readObject(java.io.ObjectInputStream in) throws IOException, ClassNotFoundException;
private void readObjectNoData() throws ObjectStreamException;

Estes métodos são descritos na documentação da interface Serializable. Basicamente, eles substituem a forma de serialização padrão e permitem que você defina a sua própria forma particular de realizar a serialização. O método writeObject é o responsável por serializar o objeto e o readObject por desserializar. O método readObjectNoData decide o que fazer quando o objeto a ser criado advém de um stream corrompido ou incompatível.

O ObjectOutputStream é o objeto responsável por serializar o objeto e ele conhece o objeto que está sendo serializado. Dessa forma, se você usar os métodos ObjectOutputStream.defaultWriteObject() e ObjectInputStream.defaultReadObject(), os campos não-transient do objeto em questão serão serializados e desserializados respectivamente da forma padrão que o java faz. Assim sendo, você pode usar esses métodos para escrever e ler os campos padrão e usar os demais métodos no mesmo stream para escrever e ler os valores dos demais campos que estarão marcados como transient. Ou então você não usa estes métodos e adiciona/obtém os valores dos campos do objeto manualmente ao usar os demais métodos do stream.

Além disso, você também pode preferir implementar a interface Externalizable para ter um controle melhor sobre o stream.

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  • Fala Victor, belezinha? Infelizmente implementar Exernalizable não fez diferença, parece que essa versão do Inifinispan não usa o mecanismo padrão de serialização. Achei na documentação referências a JBoss Marshalling e User Defined Externalizers, estou tentando ver se consigo colocar um desses exemplos para funcionar. De qualquer forma obrigado pela ajuda, você apontou na direção correta. 26/08/16 às 12:49

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