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Esta pergunta já tem uma resposta aqui:

Aprendi na faculdade e em todos materiais que vi que a interface serve para definir um padrão que as classes devem seguir e interfaces NÃO podem ser instanciadas. Entretanto me deparei com projetos que possuem uma interface e uma classe q implementa essa interface. Entretanto quando é instanciado para utilização, é instanciado a interface com a anotação @Autowired e sem new em vez da classe que a implementou.

Exemplo:

@Autowired
ThingRepository rep;

sendo ThingRepository uma interface que tem uma classe ThingRepositoryImpl correspondente a implementação da interface.

Alguem sabe qual é o objetivo dessa pratica?

marcada como duplicata por user28595, gato, Marconcilio Souza, Bacco, Ricardo 18/08/16 às 17:29

Esta pergunta foi feita antes e já tem uma resposta. Se essas respostas não abordarem completamente sua pergunta, faça uma nova pergunta.

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    Relacionado: pt.stackoverflow.com/q/138320/27190 – gato 16/08/16 às 0:43
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    @DenerCarvalho Eu diria que é até duplicata mesmo. Não voto porque fecharia a pergunta e gostaria de mais opiniões. – Maniero 16/08/16 às 0:44
  • @bigown apesar de eu questionar no final da minha pergunta sobre a instanciação da interface, mas a minha pergunta questiona outros assuntos também. – gato 16/08/16 às 0:47
  • @DenerCarvalho o importante para classificar como duplicata é que se lá tem uma resposta que responde o que foi perguntado aqui, não importa se respondeu outras coisas junto. Duplicata não quer dizer que a pergunta tem que ser igualzinha, imposta se responde. Eu acho que sim, mas não tenho 100% de certeza para dar voto final. – Maniero 16/08/16 às 0:50
  • @AnthonyAccioly Obrigado pela resposta. Era exatamente essa minha duvida. Então no final das contas ele esta usando a implementação ao invés da interface. Na hora de usar. Eu não poderia usar "ThingRepositoryImpl rep" ao invés de "ThingRepository rep", faria mais sentido pra mim. – MarlonJhow 16/08/16 às 13:45
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A anotação @Autowired não está instanciando uma interface.

Não existe uma maneira de instanciar uma interface uma vez que a interface é apenas um "contrato" (no Java 8 existem métodos default com implementações concretas mas isso é assunto para outra conversa). O mais próximo que você pode chegar de "instanciar uma interface" em Java é instanciar uma classe anônima que implementa uma interface conforme a resposta do Piovezan. Mas não é isso que o Spring está fazendo nesse exemplo.

O Spring na verdade cria uma instância de ThingRepositoryImpl‌​. Adicionalmente o framework pode também embrulhar a implementação com proxies ou fazer weaving para disponibilizar aspectos como controle de transação para a aplicação.

Nesse exemplo você está usando a interface como tipo de referência. A ideia é esconder a implementação para tornar o design da aplicação mais flexível. ThingRepository é utilizado como tipo de referência pelo mesmo motivo que costumamos expor a interface List e não um dos seus tipos concretos como ArrayList nas APIs:

List<String> list = buildList();

public List<String> buildList() {
    List<String> list = new ArrayList<>();
    // você pode trocar a implementacao para LinkedList sem  
    // mudanças no restante da aplicação
    return list;
}

Assuma que ThingRepositoryImpl hoje implemente persistência utilizando o banco de dados MySQL. Daqui a um tempo você pode querer utilizar o MongoDB ao invés do MySQL (ou quem sabe utilizar MySQL para alguns clientes e MongoDB para outros). Utilizando a interface ThingRepository como tipo de referência você está escondendo a implementação concreta do serviço. Dessa forma você pode sempre criar uma nova implementação de ThingRepository (e.g., ThingRepositoryMongoDBImpl) e substituí-la com o Spring de forma transparente para as classes que hoje dependem desse serviço. Isso não seria possível se você referenciasse a classe ThingRepositoryImpl diretamente, nesse caso você teria que modificar as classes "clientes".

Em suma, existe uma máxima "Programe para a interface, não para a implementação" que casa bem com o serviço de Injeção de Dependência disponibilizado pelo Spring. Combinando ambas as coisas o design da sua aplicação se torna mais flexível (i.e., torná-se mais fácil evoluir a aplicação).

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O Java permite instanciar classes anônimas que implementam uma determinada interface. É como se você dissesse "crie uma classe, não importa o nome dela, desde que implemente a interface que estou informando". Aí você abre chaves e preenche dentro delas o(s) método(s) que implementam o contrato dessa interface.

MinhaInterface variavel = new MinhaInterface() {
    @Override
    public void meuMetodo() {
        // Uma implementação qualquer
    }
};

A utilidade mais comum é quando você precisa passar um objeto que implementa uma determinada interface como parâmetro para um método (em outras palavras, o tipo do parâmetro do método é uma interface) e você não quer ter o trabalho de criar uma nova classe em um arquivo .java à parte só para fazer instanciar e usar nesse ponto. Uma classe anônima serve, pois o que importa é a implementação, que provavelmente só vai ser usada naquela única situação.

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