5

Recentemente ouvi falar dessa linguagem de programação, o Clojure, ela utiliza-se apenas de funções, não é tipada, e aparenta ser bem complexa, esse é um exemplo de função que recebe um parâmetro e faz a multiplicação desse parâmetro por ele mesmo.

(defn square [x] (* x x))

pelo que vi também não é necessário o uso de vírgula para separar os valores, será que vale a pena investir tempo para aprender Clojure? Pesquisando achei muito pouco sobre ele e ainda não entendi a sua proposta real?


Caso tenham interesse encontrei um compilador online!

  • Ao que deu unlike, poderia falar uma maneira de melhorar a pergunta? – Felipe Paetzold 1/12/16 às 17:36
4

Se vale a pena investir é algo pessoal e cada um tem que decidir por conta própria analisando seus objetivos. Se quer saber se ela é popular, não é, como todo linguagem funcional, o que talvez seja uma pena. Entre as funcionais ela nem é das mais populares, nem das menos populares. Seu uso é mais comum em meio acadêmico e aplicações específicas, mas pode ser usada com maior ou menor sucesso para todo tipo de aplicação. Eu sempre costumo dizer que aprender linguagens novas não causa mal algum, pelo contrário, sempre ajuda o programador entender melhor a computação e resolver problemas de formas mais adequadas.

Parece já saber que a linguagem é funcional (há comparação com OOP e com imperativa) que é um dos paradigmas básicos existentes. Entendendo o objetivo desse paradigma já entende boa parte do objetivo de Clojure.

Ela tenta usar uma sintaxe mais "limpa" e declarativa, então tudo parece funções (sequer tem laços), por exemplo * x x é a chamada da função de multiplicação que passa como argumentos a variável x 2 vezes. Em outras linguagens mais imperativas a sintaxe usaria um operador infix e seria escrito assim: x * x. Algumas pessoas preferem entender como Multiply(x, x). Note que os parenteses têm função primordial (s-expressions). Essa ideia vem da linguagem Lisp. Essa sintaxe costuma permitir códigos bem concisos e expressivos.

Como a maioria das linguagens funcionais ela preza pela imutabilidade de estado, mas não tenta ser pura (estado pode ser mudado sob certas regras) e realmente não é tipada, mas pode usar tipos opcionalmente (gradual type), com isso ela facilita a concorrência usando software transactional memory. Ela possui extensibilidade (limitada) de sintaxe, e as funções são de primeira classe, portanto elas são tratadas como se fossem dados. Ela possui polimorfismo.

Obviamente ela tenta resolver alguns problemas que seus criadores acreditam que outras linguagens funcionais possuem.

A linguagem costuma rodar em cima da JVM (principalmente), CLR, JavaScript, entre outros hosts, se beneficiando do que essa infraestrutura pode oferecer.

Site oficial. Lá tem um rationale.

  • 2
    Bom, aproveitando a deixa, existe um livro em inglês que é free e pode ser acessado Aqui – MarceloBoni 13/08/16 às 0:31

Sua resposta

By clicking “Publique sua resposta”, you agree to our terms of service, privacy policy and cookie policy

Esta não é a resposta que você está procurando? Pesquise outras perguntas com a tag ou faça sua própria pergunta.