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Eu aprendi recentemente que posso fazer isso:

auto a = +[]{return true;};
a = +[]{return false;};

E compreendi que uma lambda que não captura nada pode decair para um ponteiro para função, como confirmado pelo GCC:

bool (*)()

Mas aonde é armazenado o real objeto para o qual a lambda aponta? Como ele é liberado? Porque posso armazenar um ponteiro para um objeto temporário de uma lambda? Eu entendo que existe um caso exótico na linguagem no qual uma referência constante pode estender a vida de um objeto, então esperava que a conversão da lambda retornasse algo desse tipo, e não um ponteiro puro.

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    Me parece que no armazenamento automático ("pilha"), e que ela não necessariamente decai, mas sim pode ser convertida em ponteiro para função, mas se ela pode ou não ser usada em chamadas estilo-C é dependente de implementação. Fique atento, pois o comportamento observado em uma implementação não necessariamente é o jeito que sempre vai ser. – Pablo Almeida 28/07/16 às 2:24
  • Valeu. Estou pesquisando as respostas e parece que lambdas tem certa liberdade de implementação... Se isso se comprovar, vou pedir para você elaborar o comentário em resposta. – Kahler 28/07/16 às 2:53
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Segundo algumas respostas em uma pergunta no SO é gerado uma estrutura com os dados capturados e uma forma de acesso. Então uma instância é gerada para a lambda onde o dados é armazenado. Outra pergunta interessante com teor semelhante.

A destruição ocorrerá quando a variável sair do escopo (pode ter um tempo de vida estendido dependendo de como for usado).

Em tese pode colocar um ponteiro para esse objeto, só não sei se é uma boa ideia (claro que depende do que vai fazer com ele).

Há uma outra pergunta interessante no SO linkada pelo Pablo Almeida em comentário.

  • Valeu. Eu postei a pergunta lá também e as respostas (das perguntas linkadas) parecem contraditórias, vou pesquisar um pouco mais. – Kahler 28/07/16 às 2:54
  • Como sua resposta refere-se a lambdas com estado (que capturam variáveis) e estas não podem ser convertidas para ponteiros-para-função, não se aplica a minha questão. E como o comentário do Pablo Almeida cita liberdades de implementação que, percebi, não se estendem a ponto de afetar essa garantia, elaborei minha própria resposta. Espero que não seja muito deselegante. – Kahler 28/07/16 às 8:43
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    É bom, sempre ajuda mais pessoas. – Maniero 28/07/16 às 9:52
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(juntando informações das perguntas relacionadas sugeridas com a resposta a réplica da pergunta no site em inglês, cheguei a seguinte conclusão:)

Ao declarar uma lambda, o compilador gera o equivalente a um novo tipo, de nome indefinido e único, que possui um operador() contendo o corpo da função que a define.

Se uma lambda não captura variáveis, o C++ permite que esta decaia para um ponteiro ordinário para esta função (e esta conversão é invocada ao se aplicar o operador+, retornando seu endereço).

Como funções são armazenadas em área separada da memória - todas funções em C++ o são - o ponteiro permanece válido durante toda execução do programa, e a destruição da função nunca acontece (assim como uma classe nunca é destruída, apenas objetos/instâncias desta). Isto permite que se retorne, inclusive, o ponteiro para uma lambda local, como no exemplo a seguir:

#include <iostream>

bool (*cpp_newbie())()
{
    auto a = +[]{return true;};
    return a;
}

int main()
{
    auto a = cpp_newbie();
    std::cout <<  std::boolalpha << a();
}

Isto me pareceu contra-intuitivo num primeiro momento, mas ficou claro ao perceber que a lambda define um tipo, e o objeto a em questão é apenas um ponteiro para uma "função-membro", por assim dizer.

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