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Estou trabalhando em um sistema muito grande utilizando .NET (Asp.net MVC) a aplicação requer um nível crítico de desempenho. Até que ponto vale ou não a pena utilizar uma ORM? Existe alguma ferramenta que eu possa comparar em termos de desempenho os ORM'S e SQL puro?

Eu sei que existe uma diferença de desempenho entre SQL puro e ORM, não sei se é os activerecord's ou os ORM's em gerais são mais lentos em comparação com SQL puro, caso considere usar um ORM, qual deles provavelmente tem o melhor desempenho: EF ou NHibernate?

Sei que tudo também depende da estrutura do banco e das boas práticas, mas de modo geral para um sistema muito grande considero uma ORM? Já que o custo beneficio em relação à manutenção do sistema é muito mais alto do que não utilizando.

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    Essa pergunta poderia ser considerada "Principalmente baseada em opiniões" ? – Silvio Andorinha 28/04/14 às 20:21

4 Respostas 4

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Eu sou a favor de uma abordagem mista

  • Utilize o ORM ao máximo para melhorar a legibilidade e a produtividade. No C# ou VB.Net é possível usar o LINQ, que é uma ferramenta extraordinária em termos de produtividade. Quanto mais simples melhor.

  • Quando for necessário aumentar a performance, ou quando o ORM não oferecer as ferramentas adequadas para o trabalho, estude mais a fundo o ORM escolhido e busque informações na internet, e só então, parta para o SQL.

    Os ORM's geralmente permitem usar uma linguagem parecida com SQL, ou então permitem utilizar SQL com formatação específica, o que é um ponto intermediário.

Qual escolher?

Trabalho com ambos, o NHibernate possui mais recursos, é mais flexível, e possui muitas ferramentas e bibliotecas de extensão, entretanto o EntityFramework é mais simples e mais fácil para se utilizar, além das ferramentas se integrarem ao Visual Studio.

  • Para um projeto que nasce com BAIXA demanda

    Escolher entre EntityFramework e NHibernate, neste caso pode se reduzir a uma questão de costume, ou seja, use aquele que é mais familiar.

    Se tiver que aprender uma delas, eu escolheria o EntityFramework, ele usa tecnologias mais atuais, e está evoluindo rapidamente.

    E se você já conhece ambos, iria de EntityFramework também, pois é mais simples de se trabalhar, além de ter integração com o Visual Studio, o que ajuda muito na produtividade.

  • Para um projeto que nasce com ALTA demanda

    Para um projeto que já vá nascer com grande carga de dados/usuários/expectativa (imagine um sistema para uma empresa gerenciar milhares de funcionários), ai eu ainda recomendaria o NHibernate... é uma tecnologia que com certeza não vai te deixar a desejar nada.

Referências

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    Concordo com o ponto de vista do @miguel-angelo. O ORM facilita e muito sua vida, como você mesmo disse, o sistema precisa de um nível crítico de desempenho, nesse caso é muito bom você utilizar o ORM para consultas mais "SIMPLES" (entenda simples como consultas que não necessitem de um extremo e poderoso envolvimento das tabelas, como desnormalização, joins com muitas condições e coisas similares). Sem contar que muitas vezes, através do ORM, você consegue ter uma legibilidade melhor do código e tbm poderá evitar muitos erros de escrita de query por conseguir ver + facil os relacionamentos. – Tafarel Chicotti 28/04/14 às 20:17
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Sobre o Entity Framework

A implementação do DbSet<> faz o contexto de dados carregar o registro do banco apenas uma vez durante o ciclo de vida do Controller. Portanto, a diferença de desempenho entre o sistema escrito com SQL puro para o sistema em Entity Framework chega a ser desprezível se o banco de dados estiver normalizado corretamente (ou seja, com chaves primárias únicas e evitando relacionamentos desnecessários, como tabelas que são atualizadas de vez em nunca, podendo ser substituídas por Enums). Por ser muito simples, é o ideal para o início de desenvolvimento de um sistema. A desvantagem é a falta de suporte a outros bancos, como o Oracle, por exemplo.

Sobre o NHibernate

É uma solução mais antiga que o Entity Framework, advinda do Java quando o ORM começou. Possui mais opções de configuração e trabalha melhor com outros bancos de dados que não sejam SQL Server. Entretanto, a abordagem para Code First ainda é um tanto prolixa, o que o torna mais lento que o Entity Framework para iniciar um projeto em termos de produtividade, sendo mais recomendado para projetos grandes que já estejam implementados e trabalhem com grandes massas de dados, o que exige uma sintonia fina das configurações.

Até que ponto não é aconselhável usar uma ORM?

Esta parte é um tanto baseada em opiniões, mas inicialmente eu diria que não há restrições, visto que os frameworks ORM possibilitam a execução de SQL puro em etapas em que haja gargalos de desempenho. Sendo assim, nem a produtividade nem o desempenho são comprometidos.


UPDATE

A Oracle desenvolveu seu provedor de dados com o Entity Framework, finalmente. Com isto, está vencido o problema de conectividade entre Oracle e Entity Framework.

Um tutorial também foi elaborado pela equipe do Oracle para sanar eventuais dúvidas que possam surgir na integração.

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Defensores do ORM dirão que isso não se aplica a todos os projetos: nem todos necessitam executar joins complexos; e que o ORM é uma solução 80/20, em que 80% dos usuários necessitam de apenas 20% das funcionalidades do SQL. Mas posso dizer que isso não tem sido verdade. Somente no início de um projeto se pode trabalhar sem a utilização de joins ou usando-os de maneira simplista. Depois, será preciso otimizar e consolidar consultas. Mesmo considerando que 80% dos usuários utilizem somente 20% das funcionalidades do SQL, 100% terão que violar a sua abstração para fazer o que precisa ser feito.

• As vantagens da utilização de ORM desaparecem com o aumento da complexidade pois é necessário promover uma quebra da abstração forçando o desenvolvedor a lidar com SQL;

• Objetos não são uma forma adequada de representação de queries relacionais;

• Ao invés de se utilizar bases de dados relacionais e ORM como solução de todos os problemas, se seus dados são objetos por natureza utilize NoSQL;

• Design OO não pode representar dados relacionais de forma eficiente, isto é uma limitação fundamental do design OO que ORM não pode lidar.

Resumindo: ORM e um tiro no pé no meu ponto de vista.

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A pergunta é bem opinativa, na época era bem aceita, tem opiniões aqui e decidi por a minha que é dieferente.

Porque usar

ORM é uma excelente ferramenta para dar alguma produtividade para criar CRUDs e acessos à dados quando se domina uma dessas ferramentas e precisa dessa produtividade. Ou seja, quando você faz códigos repetitivos que muda só o modelo de dados mas no fundo o que está sendo feito é o de sempre, não muda muito, é uma mão na roda.

Também pode ser útil na mão de quem não sabe lidar bem com os mecanismos de persistência de dados. Não quer dizer que o ORM tornará tudo ótimo, mas mas há uma tendência a pessoa errar menos, principalmente em termos de segurança quando usa algo pronto.

Isso acaba implicando que sejam sempre códigos simples, quando entra em sistemas complexos todo mundo sabe que tem que começar contornar o ORM e fazer gambiarras para atender as demandas. E como o futuro sempre reserva incertezas, em algum momento você pode ter um monstro na mão e ele começa ser pior que se não tivesse usado.

Porque não usar

Algumas pessoas adotam para não ter que lidar com SQL. Esse é um dos piores motivos para adotar ORM, inclusive porque qualquer coisa mais sofisticada obrigará usar SQL e do jeito mais difícil, e mesmo quando não precisa usar o SQL não quer dizer que não precisa saber modelar e fazer consultas de forma adequada. A parte difícil é criar os modelos e consultas, não é o SQL.

Outro motivo terrível para adotar o ORM é para facilitar a troca do banco de dados no futuro.

Isso não faz sentido porque quase ninguém troca o DB, e se trocar o erro foi tão grande que o ORM não vai te salvar. Mesmo que troque, o ORM não faz tudo ficar lindo e maravilhoso. o ORM nivela por baixo, ele não funciona bem em banco de dados algum, salvo os usos mais básicos.

O mais comum da pessoa querer trocar o banco de dados é porque o ORM está criando um gargalo porque le não aproveita bem os recursos do DB adotado. Ou seja, se você usar os recursos de forma direta sem passar pelo ORM não teria o problema.

Claro, isso sempre considerando que a pessoa saiba o que está fazendo. Quando a pessoa não sabe, ORM ou não muda muito pouco, ela vai errar e a sorte vai definir se ela terá um pequeno ou um grande problema. Por sorte a maioria dos casos onde as pessoas usam ORM não faz muita diferença.

O problema da ideia que está fazendo algo simples é que no futuro pode deixar de ser simples, as coisas evoluem, e aí será um problema lidar com o ORM. Então tenha certeza que o ORM nunca será um problema. Não basta não ser um problema hoje. Vou concordar com a resposta que diz que as vantagens do ORM desaparecem quando se torna complexo e que objetos não são bons para fazer consultas em banco de dados relacionais.

Outro motivo para não usar é porque há brigas religiosas sobre qual ORM usar, a tal ponto que há quem diga que deva implementar uma camada para poder trocar o ORM se for necessário. Nem quero comentar sobre essa atrocidade.

De fato não é fácil achar qual é o ORM adequado para seu caso. E isso é importante porque você casa com ele, o que dará para fazer fácil depende do que ele oferece, não é tudo igual.

Na prática as pessoas casam com um ORM e aceitam os defeitos dele nos casos onde ele não se encaixa bem. Ou seja, a solução é péssima.

MicroORMs

Isso é outra coisa, inclusive as pessoas dizem que nem é ORM porque ele não implementa o padrão Repository ou pelo menos o Active Record.

Pra mim ORM é só o mapeamento de dados entre o banco de dados e a linguagem já que nem sempre tem tipos compatíveis. Algumas pessoas consideram que tem que mapear a forma de objeto. Seja o que for, o chamado MicroORM é algo necessário é útil, a não ser que a linguagem seja integrada com o banco de ados, oque é muito raro. O ORM full é um "facilitador" para fazer o modelo relacional do banco de ados com o modelo de objeto da aplicação.

Há algo chamado impedance mismatch. Que também é classificado com o Vietnã da Computação.

Outras soluções

Algumas pessoas resolveram, o problema acabando com o relacional e adotando NoSQL, assim poderia modelar como objeto no banco de dados. E aí eu não sei nem do que chamar isso já que o nome apropriado já foi tomado pelo abuso do ORM. Não tem nada pior você modelar de forma ineficiente e que dificulta a programação, quase inviabiliza a consistência, só para não usar um ORM ou mudar sua aplicação para a forma que deveria.

É claro que existem casos que o NOSQL é útil, mas não para deixar de usar ORM. As pessoas adotam o NoSQL admitem que o ORM é coisa ruim, mas resolvem tomar um veneno em vez de uma vacina.

Por que não adotar o modelo relacional na aplicação? Se tudo leva a isto, deveria ser óbvio que é a solução mais adequada. Ela é eficaz, não é difícil de usar, só não é tão bonitinha e não está na moda. Durante muito tempo as pessoas faziam assim e ninguém dizia que era um enorme problema. Um dia alguém apareceu com esse tal de ORM dizendo que era mais bonito fazer assim e as pessoas começaram adotar. Os problemas começaram aparecer depois, mas aí já tinha pego moda.

Conclusão

Para coisas simples, para algo rápido, para situações onde não cause malefícios, o ORM pode ser usado, e muitos casos são assim.

Mas se quer um sistema mais bem feito, mais eficiente, que você tem mais controle, que seja mais tranquilo para dar manutenção, onde quer algo de mais qualidade o ORM não deveria ser usado.

Note que não estou dizendo que sempre que usar ORM não terá qualidade mínima, um prato de 5,00 pode ser nutritivo, gostoso e mata a fome. Um de 50,00 fará o mesmo de forma melhor. Tem hora para tudo.

Não existe caso único que deve ou não usar, depende da pessoa, depende do projeto e depende da demanda de qualidade.

Mesmo com algumas melhoras, se quer eficiência e desempenho, não use ORM. Até para deixar próximo dá muito trabalho. Mas reforçando, sem conhecimento adequado, terá problemas para obter desempenho com ou sem ORM.

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