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Quais ações um ORM deve suprir?

O que ele deve ou não fornecer ao desenvolvedor, ou qual seu papel dentro de um sistema?

fechada como ampla demais por Randrade, user28595, LINQ, Bacco, Laerte 5/07/16 às 20:29

Limite a pergunta a um problema específico, e forneça detalhes suficientes para conseguir uma resposta adequada. Evite fazer várias perguntas ao mesmo tempo. Para ajuda sobre como esclarecer a pergunta, veja Como Perguntar Conheça as regras na central de ajuda e edite a pergunta para que fique adequada.

  • Quando você fala implementar um ORM, você diz desenvolver um ou utilizar um? – Randrade 5/07/16 às 17:36
  • 2
    Com isso, eu acho que ela está muito ampla. A resposta teria que ensinar a desenvolver um ORM todo, e isso pode englobar muita coisa. Aconselho você abrir uma pergunta e postar o que você já tem, e fazer a pergunta em cima da dúvida real, em seu caso o hasMany. – Randrade 5/07/16 às 18:04
  • 4
    Se a duvida for diferente do que foi perguntado, sugeriria elaborar uma pergunta separada, ou então complementar esta com mais detalhes, mas sem mudar o foco. Já tem duas respostas extensas que correm o risco de ser invalidadas por causa disso. Como você já tem um bom tempo de site, já sabe como funciona. – Bacco 5/07/16 às 18:04
  • 1
    Não tem como responder isso. Cada ORM tem as suas particularidades. Alguns se encaixam em Micro ORM, como é o caso do Dapper. Ele por exemplo faz várias coisas, mas não o hasMany. Porém, muitos o consideram como ORM, e ele é criado pela SE e utilizado em todos os sites da rede. – Randrade 5/07/16 às 18:11
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Introdução

Object-Relational Mapping (ORM) é uma técnica que permite consultar e manipular dados de um banco de dados usando um paradigma orientado a objetos. Ao falar sobre ORM, a maioria das pessoas está se referindo a uma biblioteca que implementa a técnica de mapeamento objeto-relacional, daí a frase "um ORM".

Uma biblioteca ORM é uma biblioteca completamente normal escrito no idioma de sua escolha que encapsula o código necessário para manipular os dados, para que você não use o SQL mais; você interage diretamente com um objeto na mesma língua que você está usando.

Por exemplo, aqui é um caso completamente imaginário com uma linguagem pseudo:

Você tem uma classe livro, que pretende obter todos os livros de que o autor é "Linus".

Manualmente, você faria algo assim:

book_list = new List();
sql = "SELECT book FROM library WHERE author = 'Linus'";
data = query(sql); // I over simplify ...
while (row = data.next()){
     book = new Book();
     book.setAuthor(row.get('author');
     book_list.add(book);
}

Com uma biblioteca ORM, ele ficaria assim:

book_list = BookTable.query(author="Linus");

A parte mecânica é realizado automaticamente através da biblioteca ORM.

Prós e contras

Usando ORM poupa muito tempo porque:

  • DRY: Você escreve seu modelo de dados em um só lugar, e é mais fácil de atualizar, manter e reutilizar o código.
  • Um monte de coisas é feito automaticamente, de manipulação de banco de dados para I18N.
  • Obriga-nos a escrever o código MVC, que, no final, torna seu código um pouco mais limpo.
  • Você não tem que escrever SQL mal-formado (a maioria dos programadores Web realmente manda mal nisso, porque o SQL é tratada como uma "sub"-linguagem, quando, na realidade, é uma linguagem muito poderosa e complexa).
  • Sanitização; usar prepared statements ou transações é tão fácil quanto chamar um método.

Usando uma biblioteca ORM é mais flexível porque:

  • Ele se encaixa em sua forma natural de codificação (é a sua língua!).

  • Ele abstrai o sistema DB, para que possa alterá-lo sempre que quiser.

  • O modelo é fracamente ligada ao resto da aplicação, assim você pode alterá-lo ou usá-lo em qualquer outro lugar.

  • Ele permite que você use OOP como herança de dados sem dor de cabeça.

Mas ORM pode ser uma dor:

  • Você tem que aprender, e as bibliotecas ORM são ferramentas não leves;

  • Você tem que configurá-lo. Mesmo problema.

  • O desempenho é OK para consultas habituais, mas um mestre SQL sempre fazer melhor com seu próprio SQL para grandes projetos.

  • Ele abstrai o DB. Enquanto é OK se você sabe o que está acontecendo por trás da cena, é uma armadilha para novos programadores que podem gravar declarações muito gananciosos, como uma batida pesada em um loop for.

"Traduzido de: What is an ORM and where can I learn more about it?

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A própria descrição da tag já dá informações suficientes sobre o que é um ORM.

O que é?

A sigla significa Object-Relational Mapping, mapeamento objeto relacional em tradução livre.

É uma técnica utilizada para fazer o mapeamento entre sistemas orientados a objetos e bancos de dados relacionais, onde as tabelas do banco de dados são representadas em classes e os registros das tabelas seriam instâncias destas classes.

Exemplo:

Tabela:

Pessoa
-----------------------------
Id               Integer(10) 
Nome             Varchar(100)
DataNascimento   DateTime

Classe (pseudo-linguagem):

class Pessoa
{
    int Id;
    string Nome;
    DateTime DataNascimento;
}

Uso

Usando um ORM, o programador não precisa se importar em escrever as query's para consultas, inserções, etc. Isso é feito através da linguagem de programação, o ORM expõe uma API para lidar com estas operações.

Exemplo:

Sem ORM:

string sql = "SELECT * FROM PESSOAS";
SqlCommand command = new SqlCommand(sql, connection);

DataReader reader = command.Execute();
List<Pessoas> pessoas = new List<Pessoas>();

while(row = reader.Next())
{
    pessoas.Add(new Pessoa
    {
        Id = Convert.ToInt(row["Id"]),
        Nome = row["Nome"].ToString(),
        DataNascimento = Convert.ToDate(row["DataNascimento"]);
    };
}

Com ORM:

List<Pessoas> pessoas = database.Pessoas.SelectAll().ToList();

Perceba que isso é um exemplo simplório e apenas ilustrativo. Cada ORM tem uma forma diferente de trabalhar (esta é uma forma que eu inventei).

Mapeamento

Existem diversas formas de se mapear uma classe com uma tabela, isso depende da ferramenta. Por exemplo, o Hibernate (Java) permite que o mapeamento seja feito usando arquivos XML, ou anotações na classe (modelo). O Entity Framework (.NET) permite que este mapeamento diretamente na classe (o nome da classe vira o nome da tabela e as propriedades viram as colunas) ou usando atributos (os DataAnnotations).

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Estritamente falando a única função que um ORM deve ter é o mapeamento do modelo de dados encontrado no banco de dados (relacional) para o modelo encontrado na aplicação (orientado a objeto).

A fonte de dados não precisa ser necessariamente um banco de dados, principalmente não precisa ser relacional, mas isto é o mais comum.

Isto significa mapear as tabelas do banco de dados com as classes da aplicação, não necessariamente de um para um (embora isto seja o mais comum) traduzindo os tipos de dados, já que normalmente não há uma relação direta. Conhece alguma linguagem de programação que tem um tipo varchar? Não, né? Então isto é uma função do ORM.

Em geral o que o ORM faz é diminuir o boilerplate do acesso aos dados em modelos diferentes através de uma abstração do modelo. Isto é diferente do acesso direto relacional onde se enxerga tudo como tabelas mesmo. Com o ORM a aplicação acessa os dados de uma forma menos vinculada à fonte de dados.

É comum ORMs implementarem um repositório e terem uma linguagem própria para acesso aos dados, mas isto não é obrigatório. Isto costuma criar uma abstração que permite a adaptação para qualquer tipo de fonte de dados (dependendo da flexibilidade do ORM). Em geral há operações para a realização de um CRUD, mas novamente, isto é extensão da funcionalidade básica.

Não é simples fazer isto corretamente por causa do Object-relational_impedance_mismatch.

Claro que o ORM pode, e frequentemente, faz mais que isto. Há controvérsias se deveria. Há vantagens e desvantagens em fazer mais. É comum chamar estes frameworks mais "leves" (que só fazem o mínimo que um ORM deve fazer) de micro ORM.

Há uma pergunta sobre o assunto.

Há detratores do padrão. Há até um artigo bem famoso sobre o assunto. Muitas destas críticas está mais na forma como ORMs mais conhecidos funcionam do que no padrão em si. O mapeamento é necessário de alguma forma, o problema é exagerar. Uma visão menos parcial. Note que eu sou só o mensageiro, não atirem em mim se não gostarem do que está escrito aqui.

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