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Galera, em algumas funções aparece tal quantidade de overloads, isso quer dizer que quanto maior esse número, mais lenta é?

Obs: Usei tag C++ e C# por que foi onde vi esses tais de overloads nessas linguagens.(Uso Microsoft Visual Studio 2015)

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Em C não tem overloads. Só em C++ e C#.

Isso é a sobrecarga de métodos ou funções. A grosso modo ela consiste em ter uma função com o mesmo nome, mas com parâmetros de tipos diferentes. Não vou entrar em detalhes porque já tem resposta sobre o assunto, lá mostra o funcionamento interno.

Embora o critério de resolução de qual método usar seja diferente, C++ trabalha essencialmente da mesma forma que C#, ou Java, por exemplo. Grande parte das linguagens estaticamente tipadas modernas possuem algo assim.

Isso não afeta em nada a performance. Pelo contrário, uma das alternativas mais usadas (resolver, provavelmente com if ou switch, o que o método deve fazer de fato, já que existem caminhos alternativos de execução) afetaria a performance por delegar a decisão para o tempo de execução.

Outra forma seria usar nomes diferentes para funções semelhantes, como o C faz. O que pode afetar a legibilidade, mas não a performance.

O que o IDE mostra é que você tem alternativas de escolha de qual assinatura usar. No caso específico existem 4 métodos diferentes que podem ser aplicados ali. Se ele tiver vários parâmetros, conforme for colocando novos argumentos na chamada, vai afunilando e diminuindo, até que não vai mais mostrar essa dica porque você já tem uma assinatura única e não há confusão com outros. Sempre terá que reduzir a ambiguidade a zero.

Exemplo prático com 2 sobrecarga.

  • Obrigado pela resposta, traduzindo no google parece ser algo bem diferente, mas eu entendi! Por exemplo o argumento 0 da função str.find pode ser tanto um caractere char como uma string :D – Ícaro Dantas 3/07/16 às 12:47
  • Não, isto está incorreto. – Maniero 3/07/16 às 13:16
  • Oush, é não? Não é quando determinada função aceita mais argumentos e até mesmo diferentes tipos de argumentos? – Ícaro Dantas 4/07/16 às 20:41
  • São funções completamente diferentes, não é a mesma. – Maniero 4/07/16 às 21:54
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Por que overloads não têm custo de desempenho?

Complementando a resposta do bigown, o compilador ou máquina virtual é capaz de resolver os overloads estaticamente, identificando unicamente os métodos não apenas por seu nome, mas sim pelo seu nome e pelos tipos dos parâmetros. É como se os métodos metodo(String), metodo(int) e metodo(String, int) não se chamassem apenas metodo, e sim metodo_String, metodo_int e metodo_String_int, o que faz com que cada um deles tenha uma identificação diferente. E por causa disso, não há peso em questão de desempenho em relação a isso.

E os overrides?

Quanto aos overrides, o funcionamento é diferente, o método chamado depende da classe da instância, que é uma informação que só estará presente em tempo de execução.

Uma forma simples de implementar um override seria que métodos virtuais (ou seja, métodos que possam ser sobrescritos), fossem implementados internamente com um if ou switch que olhasse para o tipo do this chamando o método concreto adequado, o que teria algum peso razoável em termos de desempenho. Ocorre que não é essa a forma como o override é implementado.

Na verdade, os overrides são resolvidos por meio de ponteiros de função e vtables. Cada vtable é uma tabela que cada classe concreta tem contendo ponteiros de funções para os métodos implementados naquela classe. Assim sendo, ao chamar um método, o que ocorre internamente é que uma referência à classe é obtida a partir da referência à classe que cada instância tem, e dessa referência à classe (que contém o início da vtable em um offset de memória fixo), o ponteiro de função referente ao método a ser invocado é obtido, sendo-lhe passado a referência à instância como um parâmetro, juntamente com os demais parâmetros. E antes que alguém pergunte, sim, isso significa que o compilador ou máquina virtual adiciona um parâmetro oculto que se torna a referência this em cada método não-estático.

Quanto ao desempenho, há um custo mínimo associado sim na invocação de métodos não-estáticos, que consiste em uma operação de indireção e uma soma de inteiros, e é feita ao desreferenciar-se o ponteiro para a instância, ler um inteiro do local de memória obtido (que é o endereço da classe, que sempre será a primeira informação disponível na área de memória alocada para cada objeto) e somar a esse endereço, o offset do método dentro da vtable, obtendo-se então o ponteiro para o método correspondente. Isso contrasta com o caso de métodos estáticos, em que o ponteiro para o método já é conhecido de antemão. Referências a métodos de interfaces podem precisar de mais uma ou duas instruções de máquina para serem resolvidas, vez que a localização do método na vtable vai ser um pouco mais complicada.

Por outro lado, pessoas que projetam compiladores e máquinas virtuais tentam otimizar este custo de desempenho, de forma que chamadas de métodos virtuais que puderem ser determinadas estaticamente (por exemplo, quando o tipo da instância é uma classe concreta para a qual não há subclasses) podem ser simplificadas eliminando-se a necessidade de buscar o método na vtable em tempo de execução ao fazer-se isso em tempo de compilação, eliminando-se também o custo associado. Além disso, outros tipos de otimizações mais complexas com compilação just-in-time são possíveis para eliminar-se estes custos em vários casos.

  • Opa! Tem muita coisa ai que não faz parte da resposta mas muito obrigado! – Ícaro Dantas 3/07/16 às 12:48

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