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Estou realizando alguns testes e pelo que me parece object e dynamic realizam a mesma tarefa ao contrário de var que depois de atribuído é impossível mudar seu tipo, qual a diferença entre eles?

var variavel = 15; // É preciso atribuir um valor, se não não compila, não aceita iniciar como NULL;
object objeto = 15;
dynamic dinamico = 15;

Console.WriteLine(variavel.GetType().ToString()); // Int
Console.WriteLine(objeto.GetType().ToString()); // Int
Console.WriteLine(dinamico.GetType().ToString()); // Int

variavel = "Teste"; // Não deixa atribuir
objeto = "Teste";
dinamico = "Teste";

Console.WriteLine(variavel.GetType().ToString()); // Int
Console.WriteLine(objeto.GetType().ToString()); // String
Console.WriteLine(dinamico.GetType().ToString()); // String
Console.ReadKey();
  • Fiz uma resposta bem detalhada e exaustiva... se tiver mais alguma dúvida, fique a vontade para perguntar. =D – Miguel Angelo 11/04/14 às 23:27
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object

Refere-se ao tipo System.Object que é a base para todos os outros tipos, sejam eles tipos-referência ou tipo-valor.

Uma variável/parâmetro desse tipo permite que se associe qualquer tipo de dados, sendo que se for uma classe, ocorre uma atribuição simples, e se for um tipo-valor, ocorre primeiro o boxing desse valor, e depois uma atribuição.

Além disso, há tratamento especial para tipos nullable (Nullable<TStruct>, no C# podendo ser representados por TStruct?), em que, se o nullable .HasValue for falso, o valor é considerado null, caso contrário, o valor contido no nullable é boxed e então é feita a operação de atribuição.

object x = 1; // vai ocorrer boxing do valor 1, pois Int32 é um value-type
object y = "str"; // não vai haver boxing, pois String é uma reference-type
// nullable é value-type, mas nunca será boxed dentro de um object
int? i = null;
int? j = 10;
object z1 = i; // z1 será null
object z2 = j; // z2 terá um Int32 com o valor 10 boxed e atribuido à variável

var

Isso é o que se chama de açucar-sintático. É só uma palavra chave que é usada para que o compilador adivinhe o tipo na hora de compilar. Isso se chama inferência de tipo. Vou ser direto:

var x = 1;
var y = "str";
var z = x == 2 ? new MeuObjeto("xpto") : new MeuObject("abc");

será traduzido pelo compilador para:

Int32 x = 1;
String y = "str";
MeuObjeto z = x == 2 ? new MeuObjeto("xpto") : new MeuObject("abc");

Quando var é a única opção?

Existe um uso em que var não é apenas açucar-sintático. A grande sacada nessa inferência de tipo, são os tipos anônimos, ou seja, tipos que são criados inline, e que não possuem nome:

var a = new { Nome = "Miguel" };

Não existe tradução em C# para isso. Mas na hora de compilar, o C# vai gerar um tipo instantaneamente, e usá-lo:

<Projection>f__0 a = new <Projection>f__0 { Nome = "Miguel" };

Sendo gerada uma classe <Projection>f__0, perfeitamente válida!

dynamic

Essa é uma palavra chave que permite chamar métodos e propriedades de um objeto qualquer, sem conhecer o seu tipo. Isso é conhecido como late-binding, ou seja, é associar a chamada ao método/propriedade de destino somente no momento em que a chamada for feita.

Note que, ao fazer o dispatch, será usado um dispatcher que age exatamente como o C# (ou o Visual Basic, se estiver usando dynamic no VB). Esse dispatcher tenta localizar o método/propriedade/operação da mesma forma que o C# faria... e se falhar será lançada uma exceção indicando que a chamada não poderá ser feita.

Procure saber mais sobre duck-typing, pois o conceito é muito semelhante... senão o mesmo.

Performance do dynamic

Mas não ache que você vai perder rios de performance fazendo isso, pois a implementação de uma chamada sobre um dynamic é muito eficiente. No ponto exato em que é feita a chamada, é compilado uma chamada a um objeto estático que faz cache do método a ser chamado em um dicionário de tipos. Isso quer dizer que a chamada só é lenta da primeira vez para cada tipo, mas da segunda vez que for executado o mesmo código com o mesmo tipo, será muito mais rápido.

Refere-se a essa chamada como call-site. Note que uma linha de código pode conter vários call-sites, um para cada operação sendo feita:

// existem 2 call-sites na linha abaixo:
// - uma para a propriedade Length,
// - e outro para o type-cast para int
int a = (int)dyn.Length;

dynamic não é um tipo

dynamic não é um tipo, mas sim, uma palavra chave que determina uma forma diferente de fazer dispatch (escolha de que método/propriedade será chamada de fato)... para se ter um paralelo, herança e polimorfismo são duas outras formas de fazer dispatch, diferentes daquela feita quando dynamic é usado.

Apesar de não ser um tipo, existem tipos que são associados à palavra chave dynamic. Esses tipos fazem parte da DLR (Dynamic Language Runtime)

Referência:

  • 1
    Duck-typing não necessáriamente involve tipagem ou dispatch dinámico. Em C++, nos templates, a conferência é feita em tempo de compilação e usando tipagem estática. – Trinidad 12/04/14 às 2:02
  • No C# só há a opção de duck-typing com dispatch dinâmico, sendo que o destino da chamada fica em um mapa, dentro de um campo estático que representa cada uma das chamadas feitas sobre dynamic no código. A isso se deu o nome de Call-Site. – Miguel Angelo 12/04/14 às 22:18
  • Estava me referindo a duck-typing em templates: en.wikipedia.org/wiki/Duck_typing#Templates_or_generic_types – Trinidad 14/04/14 às 15:58
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O tipo object é o tipo pai de todos os demais tipos em .NET. É por esse motivo que você pode usar uma variável do tipo object para apontar ou guardar todo tipo de informação em .NET. A quem tiver dúvidas sobre o porquê disso, sugiro estudar dois tópicos de orientação a objetos: herança e polimorfismo.

Se você utiliza a palavra reservada var para criar uma variável, ela será tipada estaticamente. O tipo que a variável terá será decidido pelo restante do código - o compilador se responsabiliza por determinar o tipo mais apropriado.

Se você utiliza a palavra reservada dynamic o comportamento é similar ao de object, mas nenhuma verificação de tipo é feita em tempo de compilação. (fonte: MSDN). Isso significa que quaisquer erros por chamadas ou atribuições inválidas não serão detectados antes do programa ser construído. Se tais erros passarem batidos pelo compilador, poderão se manifestar em tempo de execução.

A palavra reservada dynamic realmente parece não ter sentido em um mundo puramente .NET, no qual você poderia talvez desligar avisos e erros do compilador em certos casos. Porém pode ser útil quando você vai integrar .NET com alguma outra plataforma, ou quando utilizamos C# em conjunto com linguagens de tipagem dinâmica como Iron Python (isso é citado na fonte que usei acima).

  • var não é fortemente tipado, como qualquer outro tipo em C# (uma linguagem fracamente tipada), graças a polimorfismo e casting. O correto é dizer que var cria uma variável estaticamente tipada, ou tipada em tempo de compilação. – Mephy 28/05/14 às 20:55
  • @Mephy tem razão. Vou editar, valeu pela dica. – Renan 28/05/14 às 21:05
  • 1
    @Mephy,o C# não seria fortemente tipado ao invés de fracamente tipada ? – Diego Farias 28/04/17 às 13:25
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public sealed class Exemplo()
{
     private String _nome;

     public Exemplo(String nome)
     {    
          _nome = nome
     }

     public String Nome
     {
          get { return (String)_nome; }
          internal set { _nome = (Object)value; }
     }

     public String NomeInvertido
     {
          get 
          {
             var ex = new Exemplo(_nome); //Boa hora para você usar var, você sabe que new Exemplo(String) gera um objeto do tipo Exemplo. Você está dentro da própria classe.
             ex.Inverte();
             return ex.Nome;
          }
     }

     private void Inverte()
     {
          Char[] letras = _nome.ToCharArray();
          String inverso = String.Empty;
          for (Int32 i = letras.Length - 1; i > -1; i--)
               inverso += letras[i];
          _nome = inverso;
     }
}

Exemplo explicito = new Exemplo("Guilherme");
//Object exemplo = new Exemplo("Guilherme");
var implicito = new Exemplo("Guilherme");
dynamic dinamico = new Exemplo("Guilherme");

//SUCESSO:
Console.WriteLine(explicito.Nome); //Guilherme
Console.WriteLine(implicito.Nome); //Guilherme
Console.WriteLine(dinamico.Nome); //Guilherme

//Acessando um método Private
explicito.Inverte(); //Método não é público. Não pode ser acessado daqui.
implicito.Inverte(); //Método não é público. Não pode ser acessado daqui.
dinamico.Inverte(); //Não vai dar problema na hora de compilar, porem no momento que você executar esse código vai gerar uma exceção.

dinamico.Sobrenome; //Não existe esta propriedade porem só vai descobrir isso depois de executar a aplicação. Digamos que você utilize uma DLL externa, e a classe Exemplo está nessa DLL, hoje você não tem essa propriedade, mas amanhã você atualiza essa DLL e essa propriedade irá existir sem problemas...
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Vou ser bem coloquial:

  • dynamic é uma aberração que a Microsoft criou para atender ao mundo web e as REST API's, é como se fosse um tipo variante no C# que pode receber um objeto de qualquer tipo. Por que aberração? Pois é um tipo não seguro (type-unsafe) dentro de uma liguagem que se diz type-safe.
  • var é uma facilidade para escrever e determina que o compilador no momento de compilação vai determinar qual será o tipo com base no primeiro valor que o objeto recebeu.
  • object é o nada e tudo ao mesmo tempo. Basicamente tudo deriva de object, mas na programação se vc quiser usá-lo será necessário testar e converter no tipo de objeto que se deseja...

Recomendo que leia os livros de programação básica em C#, gostei muito dos da Wrox (C# for Begginers)

  • "mas na programação se vc quiser usá-lo será necessário testar e converter no tipo de objeto que se deseja..." Se tudo que você quer é ler o hash ou o tipo de um objeto, object é bem conveniente e dispensa casts ou outras manipulações de tipo. – Renan 11/04/14 às 20:50
  • Sim, concordo e acho que foram raros os casos em que eu testei o tipo de um objeto para não usá-lo. O uso de object é muito comum quando vamos usar apenas as funções padrões .ToString(), .GetHashCode(), .GetType() – Roger Barretto 11/04/14 às 20:53

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