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Estou tentando montar um sistema usando a arquitetura de micro serviços, me deparei com o problema sobre dependência, no caso como implementar chave estrangeira usando essa arquitetura? eu estou utilizando o Django

Exemplo

A classe pedido que será um serviço está vinculado a um cliente, que também será serviço, como implementar isso na arquitetura microservicos já que ambos estão fisicamente desacopladas?

normalmente eu declararia assim

class Pedido:
    cliente = models.ForeignKey(Cliente)   

e acessaria um cliente de um pedido assim :

p = Pedido.objects.filter().first()
p.cliente.nome

Usando a arquitetura de miroservicos eu não poderia declarar dessa forma já que a classe Cliente não existiria no serviço Pedido

  • Eu não tenho experiência com micro serviços, mas se entendi bem você deseja desacoplar Pedido de Cliente, de modo que eles possam residir em sistemas separados (talvez em BDs diferentes, ou mesmo em servidores diferentes), é isso? Se sim, não conheço nada pronto no Django que faça isso, creio que você teria que armazenar no campo cliente não uma chave estrangeira mas um valor simples (inteiro? string?) que identificasse unicamente aquele cliente mesmo entre serviços diferentes. Então, para obter o cliente associado àquele pedido, você faria um Cliente.objects.get(xxx=p.cliente).nome. – mgibsonbr 27/04/16 às 6:16
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    Isso, é, realmente não tem muita informação ainda de como fazer isso na prática, na teoria a gente ver de carrada artigos dizendo o que é, mostrando as vantagens mas mostrando um exemplo de implementação é difícil, nesse caso ai eu perderia uma boa parte das vantagens do ORM do django, teria que fazer um trabalho bem manual. Nao tenho mais tempo, vou fazer monolítico e lá na frente a gente muda a arquitetura, vlw – Rodrigo Rodrigues 27/04/16 às 17:16
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Não leve muito ao pé da letra esta questão de descoplar pois corre o risco de fazê-lo no lugar errado. Tente trazer a idéia de micro serviço para o mundo real e veja o que acontece. Imagine a seguinte situação:

  1. Você entra em um restaurante e senta em uma MESA;
  2. O garçom vem e tira o PEDIDO e anota o número da MESA;
  3. O garçom, leva o PEDIDO até a cozinha que prepara o PEDIDO e toca a campainha quando estiver pronto;
  4. O garçom serve o prato na MESA;
  5. Você consome o PEDIDO e pede ao garçom a CONTA;
  6. O garçom vai a té o caixa, pede a CONTA e te entrega;
  7. Você vai até o caixa, paga a CONTA e vai embora.

Veja que neste caso os micro serviços estão representados por garçom, cozinha e caixa.

O garçom não sabe nada sobre fazer comida, a cozinha não sabe nada sobre servir e o caixa só sabe que tem que cobrar, ou seja, eles estão DESACOPLADOS e funcionam independentes.

Mas veja que todos eles tem a visão do cliente(representado pela MESA) e do PEDIDO. Aqui fica bem claro que você não deve separar estas entidades e o que acontece neste tipo de arquitetura é a REDUNDÂNCIA dos dados pois cada serviço tem que ter uma cópia do PEDIDO com o número da MESA.

Portanto, microserviços apesar de independentes e assíncronos tem que guardar as mesmas informações e para garantir isso tem que ter uma forma de comunicação eficiente (sockets é um bom exemplo).

Se você ler o artigo do Martin Fowler vai ver que ele recomenda iniciar monolítico mesmo e criar micro serviços somente quando necessário. Fazer isso no início é perda de tempo.

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