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Por exemplo, o código a seguir:

#include <stdio.h>

struct exemplo{
    char letra;
    int numero;
    float flutuante;
};

int main()
{
    printf("Tamanho do char: %u\n", sizeof(char));
    printf("Tamanho do int: %u\n", sizeof(int));
    printf("Tamanho do float: %u\n", sizeof(float));
    printf("Tamanho da struct: %u\n", sizeof(struct exemplo));
}

Mostra no console:

Tamanho do char: 1
Tamanho do int: 4
Tamanho do float: 4
Tamanho da struct: 12

Ou seja, o tamanho da struct é 12 e não 9 (1+4+4) como esperado. Por que isso acontece?

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Na verdade a estrutura pode ter o mesmo tamanho que a soma de seus membros. Depende do alinhamento. Se os membros permitem montar a estrutura de forma alinhada, terá o mesmo tamanho.

O caso apresentado realmente obriga alinhar o tipo char para uma palavra, então há um desperdício de espaço. Isso é chamado de padding. Os bytes usados para o padding não são usados para nada, não indicam nada. E não há problema algum nisso. É o normal. Isso é feito por questões de performance. Na maioria dos casos o compilador sabe fazer melhor que o programador.

Se precisar de algo diferente pode ser resolvido com #pragma pack(1) ou __attribute__((packed)). Mais informações podem ser obtidas na resposta linkada acima. Raramente isso é realmente necessário e é melhor não mexer nisto se não entender todas as implicações que terá.

  • Eu não diria que raramente é usada,se você vai transmitir dados por uma rede, por exemplo, será de suma importância saber como os dados estão dispostos na memória. – lsalamon 24/04/16 às 21:47
  • Sim, este é um caso, mas considere todas operações que se faz na memória de forma trivial e esta utilização. A desproporção é brutal, o que a faz rara. Claro que o raro não é no sentido de não se fazer, não precisa nunca, apenas que são poucas situações onde realmente é necessário, considerando tudo onde estruturas são usadas. – Maniero 24/04/16 às 21:49
  • se "você vai trasnmitir dados por uma rede" - tem qu adotar um protocolo de seriaçização bem definido. Você pode selecioan r um dentre dezenas de protocolos existentes, ou criar o seu ad-hoc. Se optar por criar o seu, tem que saber de coisas como padding, e outras depêndencias que mudam o arranjo dos dados na memória - e é por isso que é melhor usar um conjunto de ferramentas já existentes, em geral com alguns meses ou anos de trabalho para saber de todos os corner cases, do que sair fazendo o seu na louca. – jsbueno 25/04/16 às 13:37

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