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Estou muito confuso em relação ao que é objeto e o que pode se comportar como objeto, veja o exemplo que criei para ilustrar a situação:

def subtrai(x,y):
    return (x - y)

class OpeMatematica(object):
    def __init__(self, x, y):
        self.x = x
        self.y = y

    def soma(self):
        return (self.x + self.y)

soma = OpeMatematica(10,10)
print(soma.soma())

print(subtrai(100, 10))

s = subtrai
print(s(50,10))

s = soma
s.x = 10
s.y = 100
print(s.soma())

Criei uma função subtrai que executa uma subtração e criei uma classe OpeMatematica com os atributos x e y e um método soma.

Nesta linha:

soma = OpeMatematica(10,10)
print(soma.soma())

Instanciei minha classe OpeMatematica e invoquei o método soma e obtive o resultado 20.

Nesta linha:

print(subtrai(100, 10))

Invoquei a função subtrai e obtive o resultado 90.

Nesta linha descobri algo interessante:

s = subtrai
print(s(50,10))

Veja que eu atribui a variável s a função subtrai e a mesma passou assumir o comportamento da função subtrai veja s(50,10), é como se a função subtrai fosse um objeto e pudesse ser instanciada, o resultado da operação é 40.

E nesta linha tem outra curiosidade:

s = soma
s.x = 10
s.y = 100
print(s.soma())

Atribui a s o objeto soma e s passou a ser um objeto do tipo OpeMatematica, acessando os atributos x e y e invocando o método soma, o resultado obtido é 110.

Agora estou confuso a respeito do que é um objeto em Python, analisando este código eu concluí que tudo parece ser um objeto em Python até mesmo variáveis e funções, alguém poderia me explicar porque Python tem este comportamento, e o que é um objeto ou uma classe em Python?

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Esse é um conceito bem diferente. Isso quer dizer que as funções de Python são de primeira classe. Ou seja, entre outras características a função pode ser atribuída para uma variável (obviamente também pode ser passada como argumento ou retorno de função). A própria função (código) é tratada como se fosse um valor, um dado. Em geral isso é feito com funções anônimas ou lambdas, mas é possível fazer o mesmo diretamente em uma função existente, como foi feito no exemplo.

Nesse caso a variável irá guardar a função e não um resultado dela. O tipo dessa variável é FunctionType. É claro que concretamente ela não guarda o código fonte da função (até poderia, mas não conheço nenhuma linguagem que faz isso, seria ineficiente e arriscado), existem mecanismos que se referenciam à função e o compilador/interpretador sabe como tratar essa variável de forma diferente, e seu acesso se dá como uma chamada de função, já que ela é uma função.

Esse conceito nada tem a ver com orientação a objeto. Mas pode ser que a forma interna de armazenar a função na variável seja através de um objeto (ainda sem mesmo usar OOP). O mais tradicional, principalmente quando não é um closure, é que seja apenas um ponteiro. No caso do Python realmente há um objeto controlando isso, mas é um objeto como outro qualquer. Um dos seus membros é o __call__ que permite fazer a chamada.

Em Python nem tudo é um objeto no sentido que as pessoas esperam, a própria sintaxe da classe já dá um dica que precisa ser explícito quanto a isso. Deixando de lado OOP, o conceito do tipo object, de uma certa forma, podemos dizer que tudo em qualquer linguagem é um objeto. Se não é um objeto, é o que então? Claro que essa terminologia pode ser estranha para alguns, mas ela é real. Em C você tem objetos, só não são do mesmo jeito que em Java, por exemplo.

Outra forma menos conveniente de executar o mesmo:

callable(s, 50, 10)

Uma função possui uma infraestrutura em um objeto que permite que ela seja armazenada nele e depois ser chamada. Isto é um mecanismo interno que garante a chamada. Como tudo em computação, não existe mágica, existe engenharia. Alguém viu um problema, e achou um solução viável para resolver o problema. Uma das formas de chamar uma função armazenada em um objeto é através da função callable(). A outra forma é através do compilador chamando a função usando a variável de forma direta. Com a ajuda do compilador a chamada fica mais conveniente e elegante, conforme foi mostrado na pergunta.

Se não tiver certeza se pode chamá-la, pode verificar antes:

s = 0
if hasattr(s, '__call__')
    s(50, 10)

Isso não chamará nada e não dará erro, porque neste exemplo a variável s não é "chamável", é um inteiro e não uma função. A verificação se a variável poderia ser chamada como função foi feita antes de chamar, evitando o erro. Essta forma permite resolver um monte de problemas de forma conveniente sem recorrer à orientação a objeto.

  • Não entendi muito bem a finalidade do callable(s) e o hasattr(s, '__call__') poderia me explicar? – gato 19/01/16 às 19:48
  • 1
    Veja se melhorou. – Maniero 19/01/16 às 22:21
  • Consegui entender agora. – gato 19/01/16 às 23:12

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